Que estamos cada vez mais reféns de nossos smartphones não é novidade. Afinal, mantemos todos nossos emails, redes sociais, tarefas, e toneladas e toneladas de apps e informações pessoas neles. Mais do que a dependência, o smartphone vem roubando nossa atenção e competindo com o “mundo real”, fazendo com que ignoremos pessoas e deixemos de fazer uma coisinha ou outra para ficar vidrados em suas brilhantes tela touch.
Eu, assumidamente, sou viciado no meu Galaxy SII. Acordo, tomo banho, e, enquanto me arrumo para o trabalho, checo emails, Facebook, Instagram, e ainda baixo algum podcast para ouvir na minha caminhada diária. Também fico jogando Tripletown como se não houvesse amanhã no caminho de casa, além de me estatelar no sofá e passar o resto da noite curtindo fotos e twittando coisas sem sentido.
Sexta-feira passada resolvi fazer um experimento. A partir de uma discussão com o pessoal aqui da agência e diversos artigos que li por aí, percebi o quanto poderia estar perdendo por ficar vidrado tanto tempo no celular. Partindo desse raciocínio, pensei: Como será ter um smartphone e se desconectar totalmente dele? Como seria ter um telefone “comum” novamente?
Topei o desafio de fazer o experimento por uma semana (sim, é muito pouco. Mas eu ainda tenho outros apps mais úteis do que o aplicativo do Facebook e que quebram um galho em algumas situações). Por uma semana, meu celular seria um dumbphone, ou seja, só receberia e faria ligações e mandaria mensagens. Nada de wifi. Nada de 3G. Abri apenas duas pequenas exceções para a regra: Meu despertador (afinal, alguém precisa trabalhar aqui, né!) e meu aplicativo de controle financeiro, já que as coisas não andam tão bem assim!
Desconectei na sexta-feira mesmo, e posso dizer que foi um certo sentimento de alívio e liberdade (engraçado isso). Eis algumas das minhas considerações sobre a experiência:
O aparelho
Sim, continuei com o Galaxy. Bloqueei todos os apps com uma homescreen personalizada (Para este experimento utilizei a Holo Launcher HD - Aliás, #recomendo) e coloquei os aplicativos que usaria durante a semana no dock principal. Bloqueei a área de trabalho para não cair em tentação. Funcionou :)
A diferença mais clara com relação ao aparelho em si é a duração absurda da bateria: Em média, ao final de um dia de trabalho ela ainda estava nos 87%. Ou seja, não dá para culpar taaaanto assim a tela do celular por drenar a carga. Claro, sem os apps você o usa muito menos, mas achei que a diferença seria maior. Cheguei ao ponto de deixá-lo um dia inteiro sem carga, fui dormir e o deixei com a tela ligada durante a noite inteira (eu o uso como rádio relógio). No dia seguinte ainda tinha cerca de 30% de bateria, ou seja, o aparelho ainda aguentaria mais 2 dias de combate. Ponto para a bateria da Samsung aqui.
Sentimento de vazio
A rotina nos prega peças engraçadas. Eu tenho alguns problemas com minha câmera, uma vez que tiro foto de TUDO que vejo pela frente. Ok, não tudo… Mas de tudo o que eu acho legal por aí. E, claro, compartilho no Instagram. Várias vezes me peguei olhando algo muito legal e pensava “Cara, preciso tirar uma foto disso… Oh, wait…”. Nessas horas você percebe o quão patético é querer tirar foto de tudo. Com o tempo você se acostuma, mas diversas vezes desejei ter uma câmera à mão.
Também posso dizer que é oficial: pegar fila é um saco. Antes você simplesmente sacava o celular do bolso, dava uma olhadinha no Instagram, uma manchete ou outra no Flipboard, jogava uma partida de Tripletown… Não quando você está sem celular. Sabem com o que eu me divertia? Com a barra de rolagem do Android, que brilha quando chega no fundo. E com o easter egg dos Nyan Androids. Sim, é deprimente, eu sei.
Senti bastante falta também de ouvir música, mas esse tem seu lado bom: Aprendi que fico muito mais focado em um livro quando não estou ouvindo nada, só o som do metrô ou uma conversa aleatória ou outra. Não sei explicar o porquê, mas acontece. Outra fato engraçado sobre a música é como você percebe que está se excluindo do mundo exterior colocando os fones de ouvido. Enquanto esperava meu fretado (atrasado) na sexta-feira, acabei fazendo amizade com pessoas que pegam o mesmo ônibus que eu. Isso nunca tinha acontecido comigo, muito em parte, talvez, pelo bloqueio que o fone de ouvido causa.
Desconexão
Mas, claro, ficar sem celular tem seu lado bom. Ótimo, na verdade. Por alguns dias fiquei livre das notificações pentelhas do Facebook e dos trocentos spams do Peixe Urbano. “Mas, Danilo, é só desativar as notificações push!”. Sim, eu sei. Mas eu não acho tão prático assim, e as deixo por puro comodismo. Ficar sem elas me fez repensar essa situação. A ausência de notificações me fez perder um pouco da “síndrome do vibra fantasma”. Quando eu sentia o celular vibrar, é porque ele realmente estava tocando. Sem paranoia, sem fantasmas vibrando no meu bolso.
Porém, o mais legal é não se preocupar mais com o Facebook e Twitter. Antes meras distrações, ambos passaram a tomar grande parte da minha atenção, o que chegou a diminuir o quanto conversava com meus pais quando chegava em casa, por exemplo. Durante a maioria dos dias desta semana cheguei em casa e conversei bastante com a minha mãe ao invés de me jogar no sofá e abrir o Facebook ou o Instagram.
Eu falei em vazio?
Falar que minha produtividade aumentou absurdamente nessa última semana é pouco.
Ao invés de ficar pendurado no celular o dia inteiro, passei a ocupar esse tempo lendo. E como já gosto pouco de ler, não reclamei muito. No período sem smartphone terminei 2 dos 3 livros que estava lendo haviam pelo menos 2 semanas. Acho que nunca li tanto em uma única semana! Falando em leitura, outra ferramenta que não pude contar por um tempo foi o Pocket, mas consegui ler um texto ou outro pelo webapp de Chrome mesmo. Ou seja, deixei de ler matérias muitas vezes triviais pela internet para ler meus livros. Acredito que tenha sido uma boa troca.
Também ocupei melhor meu tempo vazio durante a semana, antes preenchido por joguinhos e Facebook. Durante o fim de semana dei uma bela volta pelo bairro com a minha irmã para comprar algumas coisas (leia-se cerveja – que não pôde ser postada no instagram, por sinal), transformei a cabeceira da minha cama no meu canto de leitura, organizei meus livros e DVDs, estudei algumas apresentações no Slideshare… isso só para contar o fim de semana. Durante a semana estudei mais ainda, montei estratégias de Magic, meu hobby, li mais… Pode parecer pouco, mas é bastante para quem está acostumado a se jogar no sofá logo ao chegar em casa, não?
Sim, o Evernote, o Astrid e o Google Calendars fizeram uma falta absurda e suas ausências me fizeram esquecer algumas coisas durante a semana, mas nada muito sério. Isso só comprova que depender de nossos smartphones pode acabar prejudicando parcialmente nosso senso de memória, e que precisamos adotar processos para lembrar de algumas coisinhas (eu escrevo meus jobs da agência em post-its e colo na parede, por exemplo).
Dá para tirar uma conclusão do experimento?
Com certeza.
Dá para mudar aquele discurso que todos nós temos de que “aaah, eu não vivo sem meu smartphone!!!”. Vive sim, cara. E vive bem. Vivemos tantos séculos sem inúmeros outros recursos de tecnologia, por que não sem smartphones? Além do mais, muitas vezes nossos telefones são extensões de nossos computadores, o que reduz drasticamente a dependência pela ferramenta (ok, não podemos dizer tanto isso dos computadores).
Mais do que isso, precisamos aprender que, como todo vício, um smartphone pode fazer mal. Não digo em nossas saúdes, mas em nosso tempo, o que pode ser muito pior! Reclamamos muito que não temos tempo para fazer as coisas, mas quanto tempo passamos na frente do celular ou no Facebook? Um dia desses o Cris Dias, que me deixa no chinelo em número de lidos por ano (e eu não leio pouco), postou que as pessoas que reclamam que não conseguem ler uma quantidade razoável de livros são as mesmas que passam o dia no Facebook. E quer saber? É verdade!
Estou neste momento “ressuscitando” meu celular (Minha câmera! Meus jogos! Instagram!), mas confesso que essa semana foi de reflexão profunda sobre como devo utilizá-lo daqui para frente. Espero que essa experiência como um todo tenha algum efeito para mim a partir de hoje, e que eu possa ter uma relação muito mais amorosa com meu Galaxy do que obsessiva, como vinha sendo.
E você? Que tal fazer o teste também? Eu recomendo, faz um bem danado :)
Imagens tiradas do Flickr
Esse vídeo ilustra como seria uma suposta batalha entre a nova e velha geração. Você fica de qual lado? Eu fico do lado dos dois, não tem jeito, já que sou gamer desde a época em que o Atari era o console do momento. E sinceramente, não sei se essa batalha tem um vencedor.
Ontem, aqui na fri.to, agência onde trabalho, aconteceu algo do gênero. Um comes e bebes clássico, com cerveja, pizza, refrigerante e, claro, games, já que nerds não faltam aqui, incluindo esse que vos escreve.
Durante a confraternização, três consoles ficaram a disposição de todos em salas diferentes. Dois PS3 e um Super Nintendo. Um PS3 ficou rodando Rock Band, onde ficaram a maior parte dos nerds e outro Mortal Kombat, onde volta e meia, aqueles que esperavam sua vez em Rock Band, escolhiam entre a turma do Scorpion e Sub-Zero.
Já a sala do Super Nintendo ficou cheia de mulheres. Difícil adivinhar o jogo que rodou durante a maior parte do tempo? Foram 2 na realidade, Super Mario Bros e Super Mario Kart.
E assim foi, uma confraternização onde os games preencheram grande parte da festa e não houve uma geração predileta, mas sim o prazer de jogar.
Isso sim é um verdadeiro conflito de gerações :)
Principalmente quando o iPad oferece o auto completar. Com a máquina de escrever, que muitos que estão lendo essa nota nunca tiveram a oportunidade de usar, mesmo digitando 20 vezes a mesma palavra você não tinha a moleza do auto completar. Isso acontecia muito durante as aulas de datilografia, onde tínhamos que preencher uma página inteira com a mesma palavra até fixar a posição do alfabeto inteiro no teclado.
É meu amigo, pra apagar o que errávamos era necessário utilizar ou liquid paper ou alguma máquina que possuia uma tecla que marcava com tinta branca. E você aí reclamando da vida, com o backspace na sua frente. Com a máquina de escrever todo mundo vivia normalmente. Pode acreditar.
Mas afinal, o mundo ficou mais rápido ou mais prático?
Bebida preferida de 11 em cada 10 publicitários (Preciso falar que a gelada é cerveja?), o café é, talvez, uma das mais essenciais ferramentas do profissional de comunicação, nos ajudando a passar horas acordados, ativando nossos cérebros através da cafeína e, claro, nos dando motivo para levantar de nossas cadeiras.
Mas nem sempre tivemos o prazer de termos nossas xícaras cheias de café quentinho. Após ser levado para a Europa no século XVII, a bebida foi considerada uma “doce invenção de Satanás”, mas nem o Papa resistiu à dose de cafeína, abençoando-a e criando a corrida pelo café que, inclusive, fez os olhos do Velho Mundo se virarem para as terras tupiniquins.
Em 1.652, foi aberto em Londres o primeiro Café da História, o St. Michael’s Alley, aberto pelo imigrante siciliano Pasqua Rosée. O que, meus amigos, vocês vêem acima é nada mais, nada menos, do que o primeiro anúncio já feito sobre a bebida.
Como certas coisas nunca mudam, a publicidade tenta convencer o consumidor a tomar a ex-bebida do demo de qualquer jeito, atribuindo condições quase que milagrosas ao nosso cafezinho diário. Parece que a receita funcionou, uma vez que consumimos café até os dias atuais.
Abaixo você encontra a transcrição do anúncio. E você, já tomou seu café de hoje?
THE Grain or Berry called Coffee, groweth upon little Trees, only in the Deserts of Arabia.
It is brought from thence, and drunk generally throughout all the Grand Seigniors Dominions.
It is a simple innocent thing, composed into a drink, by being dryed in an Oven, and ground to Powder, and boiled up with Spring water, and about half a pint of it to be drunk, fasting an hour before and not Eating an hour after, and to be taken as hot as possibly can be endured; the which will never fetch the skin off the mouth, or raise any Blisters, by reason of that Heat.
The Turks drink at meals and other times, is usually Water, and their Dyet consists much of Fruit, the Crudities whereof are very much corrected by this Drink.
The quality of this Drink is cold and Dry; and though it be a Dryer, yet it neither heats, nor inflames more than hot Posset.
It forcloseth the Orifice of the Stomack, and fortifies the heat with- [missing text] its very good to help digestion, and therefore of great use to be [missing text] bout 3 or 4 a Clock afternoon, as well as in the morning.
[missing text] quickens the Spirits, and makes the Heart Lightsome.
[missing text]is good against sore Eys, and the better if you hold your Head o’er it, and take in the Steem that way.
It supresseth Fumes exceedingly, and therefore good against the Head-ach, and will very much stop any Defluxion of Rheumas, that distil from the Head upon the Stomach, and so prevent and help Consumptionsand the Cough of the Lungs.
It is excellent to prevent and cure the Dropsy, Gout, and Scurvy.It is known by experience to be better then any other Drying Drink for People in years, or Children that have any running humors upon them, as the Kings Evil. &c.It is very good to prevent Mis-carryings in Child-bearing Women.
It is a most excellent Remedy against the Spleen, Hypocondriack Winds, or the like.It will prevent Drowsiness, and make one fit for Busines, if one have occasion to Watch, and therefore you are not to drink of it after Supper, unless you intend to be watchful, for it will hinder sleep for 3 or 4 hours.
It is observed that in Turkey, where this is generally drunk, that they are not troubled with the Stone, Gout, Dropsie, or Scurvy, and that their Skins are exceeding cleer and white.
It is neither Laxative nor Restringent.
Made and Sold in St. Michaels Alley in Cornhill, by Pasqua Rosee, at the Signe of his own Head.
Fonte: Open Culture
A web está mais do que nunca direcionada a imagens. É só olhar para o que se tornou o Facebook. A compra do Instagram também ilustra bastante esse direcionamento, além do surgimento do Pinterest.
Aproveitando tudo isso há os aplicativos mobile voltados a fotografia, também existem aos montes. Desde tentativas de criação do próximo Instagram até mini Photoshops. Tem pra todos os gostos.
Nesse mar de novos apps, um deles me chamou a atenção esses dias. O nome da nova promessa é Swaag.it, por enquanto exclusivo para iOS. A idéia é atrair gente interessada em postar fotos de seus looks. Simples assim. Como muita gente quer aparecer e dizer para o mundo que veste as melhores roupas, tem gosto refinado e poderia ser um estilista renomado (principalmente as mulheres), acredito que a nova empreitada possa emplacar. Mas enfim, nunca sabemos.
O Swaag.it, além de trazer o pacote básico de qualquer app de fotografia (leia-se aí filtros e edição básica) traz algumas funcionalidades que o diferenciam bastante da concorrência. Ele permite que as pessoas utilizem um sistema de tags na própria foto (semelhante ao do Facebook) para informar que tipo de marca estão usando. Seja um chapéu, vestido, tênis.
Não importa. Há várias opções para atrair o usuário e incentivá-lo a se exibir. Há inclusive um banco de dados com várias marcas já pré-cadastradas. Com 2 toques na tela o usuário consegue tagear as fotos de maneira bastante simples e rápida.
Outra feature interessante é o desafio de looks, onde é possível desafiar outro usuário que tenha postado um look semelhante ao seu. Nesse caso, as fotos são colocadas lado a lado para votação e um ranking com o percentual da votação é exibido na propria foto. Enfim, o app tem grande potencial, principalmente entre as mulheres.
Caso o app realmente faça sucesso (e o Facebook não decidir clonar grande parte das funcionalidades e incluir no Instagram), as marcas deverão começar a ficar atentas para o sistema de tageamento das fotos e poderá surgir aí uma oportunidade pra promover algo, já que será possível influenciar muita gente com o sistema. Nunca se sabe. Contando que a experiência do usuário não seja afetada, não vejo problemas.
Veja algumas fotos na galeria abaixo:
































