domingo, 28 de outubro de 2012

OPOSIÇÃO AO PT FOI LONGE DEMAIS

O engenheiro Marcus Alexandre (PT) é o prefeito eleito de Rio Branco. Apesar das suspeitas de compra de votos e do uso da máquina pública, que parou para elegê-lo, o petista obteve vantagem de apenas 2.739 votos em relação ao tucano Tião Balom.

Leia mais:

Derrama no Acre imperial

Estou preparando minha bagagem (colete, anzol, inseticida, boné etc) para a tormentosa viagem de balsa até Manacapuru (AM). Conheço cada curva e estirão dos rios Acre e Purus.


Já segui muitas vezes o itinerário, antes de o PT virar versão piorada dos extintos Arena ou PDS, partidos que davam sustentação política à ditadura militar e que elegiam seus representantes no Acre com uso da máquina pública e compra de votos.

Prefiro tomar a balsa rumo a Manacuru a perder o trem da História.

A tensão está consolidada. Existe uma crítica latente e crescente da sociedade e o PT precisa se renovar.

Que o prefeito eleito signifique o novo tão repetido durante a campanha eleitoral e seja capaz de dialogar com a sociedade divergente.

A oposição foi longe demais.

sábado, 27 de outubro de 2012

DERRAMA NO ACRE IMPERIAL


Dizem que vence o melhor, que vence o que tem melhores projetos. Até poderia ser se a luta fosse em condições de igualdade. Mas elas, no Acre, não são.

Por outro lado, ante uma população pobre e aterrorizada pelo governo, como ela pode decidir efetivamente alguma coisa?

Ela acaba cumprindo orientações, que no fundo são ordens. Aliado a isso está a prática da derrama.


Com a devida licença poética, diria que a derrama praticada no Acre imperial, é o expediente eleitoral que paga pelo voto.

Por meio da derrama, o partido que controla os cofres públicos faz retornar ao cidadão o dinheiro público que não emprega em investimentos para o bem da vida dele.

Essa derrama garante que o candidato do partido ganhe a eleição e que o povo mantenha-se súdito, desprovido de tudo, especialmente de saúde e educação, e justamente por isso, amplamente dependente de seus imperadores.

É um alucinante ciclo vicioso de perpetuação do império.

A história do Brasil explica que a derrama era um expediente fiscal, cobrado dos mineradores e colonos em Minas Gerais, no tempo em que o país era colônia da Coroa Portuguesa. Com a derrama cobrava-se, de uma só vez, os quintos da produção mineral em atraso.

A derrama talvez se confirme como o expediente mais eficaz para se ganhar eleição no Acre imperial.

Caso isso não se confirme neste domingo (28), aí a gente volta a falar em democracia, alternância de poder, projeto, esperança e coisa e tal.

VIPERINO

Homenagem do cartunista Francisco Braga, para quem sou a serpente mais venenosa da imprensa do Acre

TENHO MEDO DE VIVER NO ACRE

POR FÁBIO PONTES

Eu sou acreano ou acriano como você bem quiser. Nasci e me criei neste rincão da Amazônia com muito orgulho. Sou um jovem jornalista em início de carreira. Vivo dignamente do meu soldo de “pobre operário”. Não preciso –nem quero – vender a minha alma ao diabo para estar nos manjares do rei. Como jornalista independente, algo muito sufocante no Acre, tento exercer a nobre função de ser os olhos e os ouvidos da sociedade.

Nos últimos meses, porém, tenho me preocupado muito com a situação política do Estado e tenho dentro de mim uma sensação de medo, de pânico. Todos nós temos visto coisas abomináveis cometidas pelos homens públicos que conduzem o destino deste povo.

O grupo político que está no poder usa dos métodos mais escusos, sujos e antidemocráticos para se manter na sua zona de conforto. Sabemos que essa gana de permanência no poder não é por conta de um projeto para o benefício do cidadão, mas de satisfação pessoal e daqueles que o cercam –a elite petista que se formou na última década às custas da miséria dos acreanos.

Temos visto no Acre as mais evidentes afrontas a qualquer princípio moral e ético na administração do bem público. O bem público tem estado a serviço não da sociedade, mas de um partido político. Temos visto violações claras às leis brasileiras, um desrespeito com a vontade popular (vide referendo do fuso horário), a censura à livre circulação de informação e ideias contrárias ao grupo dominante.

Temos vivido uma ditadura da esquerda. Tenho medo de viver no Acre porque se alguém é de oposição pode ser fatalmente eliminado pelo uso do aparelho policial, que hoje está doutrinado (através dos gordos salários) pelo petismo.

Parece que voltamos aos tempos das polícias políticas das ditaduras de esquerda, como na falecida União Soviética e na decadente Cuba. O Ministério Público e o Judiciário estão omissos diante de tantos abusos cometidos em nosso Acre.

Nesse Estado só há um poder: o Executivo. Parlamento? Só de enfeite e para gastar o dinheiro público longe dos olhos do contribuinte. Quem domina as chaves dos cofres define o ritmo da dança dos demais. A imprensa há uma década está acéfala, perdeu sua identidade de denunciar, de fiscalizar, de questionar. Alguma outra voz ali e aqui ainda “clama no deserto”.

O Acre e sua fragilíssima democracia estão em ameaça constante. Não temos segurança jurídica. A qualquer momento você pode ser vítima dos jogos sujo de um Estado aparelhado a serviço do PT. Os empresários são perseguidos e obrigados a contribuir com o caixa do partido em época eleitoral.

Não temos segurança quando falamos ao telefone, não sabemos se nossos e-mails são violados. Os inimigos do Estado estão sob ameaça constante. Extremistas petistas fincados em seus salários realizam campanhas de destruição da honra pela internet sem respeitar princípios mais básicos de civilização.

As oposições vão para as campanhas eleitorais numa luta desigual. O abuso do poder político é evidente. Funcionários do Estado são obrigados a carregar a bandeira do PT sob ameaça de perder gratificações e bônus salariais.

O candidato do PT usa os programas de governo na propaganda eleitoral e logo em seguida as emissoras exibem os comerciais pagos com dinheiro público destes mesmos programas. E a Justiça? Quem dera a Justiça agisse.
 

Instituições em frangalhos
 
A minha esperança está na sabedoria e inteligência do povo acreano, um povo politizado, que já percebeu a decadência moral e ética em que o atual grupo dominante está. Fico feliz ao ver que a oposição ganhou a maioria das prefeituras no interior; fruto da inteligência do eleitor, que não se deixou enganar por ameaças de perda de auxílios do governo federal como o Bolsa Família.

Torço para que o eleitor riobranquense também possa agir de forma sábia diante da urna. Que veja a falência do discurso do partido único (ditadura) pois os problemas continuaram e até se ampliaram. Que o eleitor vote pela democracia, vote por uma capital e Estado fortes, que vote pela alternância de poder.

Só assim estaremos livres destas mazelas em que estamos mergulhados, colocando um freio naqueles que estão no poder e acreditam que o Estado é deles. A humanidade passou por um longo período de evolução até conceber o atual modelo de República. Que não seja agora em pleno século 21 que um partido político jogue na lata do lixo toda uma concepção de homens e mulheres livres, de um Estado a serviço da sociedade.


Fábio Pontes escreve no blog Política na Floresta

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A FORÇA POLÍTICA MAIS REACIONÁRIA DO ACRE

POR ISRAEL SOUZA

Na reta final desta campanha, Marcus Alexandre (PT) afirmou que esta seria a “semana da alegria”. Para ele, a oposição havia feito da semana passada a “semana da mentira”.

A “semana da mentira” era uma referência aos dias em que a notícia de um suposto caso fora do casamento que o candidato teria com uma moça (casada) tomou conta das redes sociais.

Embora os meios de comunicação convencionais - servis ao governo, financiados e controlados por ele - não tenham feito nenhuma alusão à notícia, ela era ouvida, repassada e discutida nos mais diversos lugares e círculos. E a maneira evasiva com que tanto Marcus Alexandre quanto a “moça” envolvida trataram da questão mais alimentava que sepultava as suspeitas.

Em razão disso, o candidato que estava sendo apresentado como o mais votado de toda a história de Rio Branco, o “novo líder” escolhido pelo povo, tornou-se motivo de chacota em todos os quadrantes da capital acreana.

Isso teve implicações negativas para o “boneco de ventríloquo” (ver Oposição, o talismã do governo) e, para a oposição, significou um escândalo quase providencial. Um amigo petista - convém frisar - me dizia ter votado em Marcus Alexandre no 1º turno. Mas já no 2º... Afirmava não poder “eleger para administrador de uma cidade aquele que não consegue administrar a própria vida”.

Ruim também para as forças governistas foi a divulgação da pesquisa que dava 49% das intenções de votos a Bocalom (PSDB) e 51% ao candidato petista. Tais números representam empate técnico.


Foi por tais motivos que a equipe de campanha da FPA decidiu fazer a “semana da alegria”. Trata-se de uma referência à “quarta da alegria”, dia em que os cargos comissionados eram intimados a fazerem “bandeiraço” em algumas ruas da capital.

O fato significa que esta semana a opressão e a exploração sobre os cargos comissionados foram redobradas. Um professor universitário dizia que, em plena aula, aluno levantou e veio até ele. O aluno pediu ao professor que o “liberasse”, que ele (o aluno) tinha sido ameaçado de ser demitido caso não participasse das manifestações a favor do candidato governista. O professor, percebendo a natureza da situação, liberou o aluno.

Neste sentido, convém dizer que se esta semana representa alegria para alguém, certamente é para Marcus Alexandre, cujos cabos eleitorais são pagos por nós, contribuintes. Os braços que levantam suas bandeiras não lhes custam absolutamente nada.

No entanto, claro está que isso é só parte do problema. Com o crescimento do candidato da oposição nas pesquisas eleitorais, os governistas estão desesperados. E têm muitas razões para isso. Podem perder influência política, cargos comissionados. E sabe-se lá, caso a oposição ganhe este pleito, o que ela encontrará quando abrir a “caixa preta” da prefeitura.

Outro motivo de desespero para as forças governistas é que, se perderem em Rio Branco, a oposição terá em suas mãos as duas maiores cidades do estado, posto já governarem a segunda maior, isto é, Cruzeiro do Sul.

Politicamente, também não ficará bem deixar de “fazer o sucessor” de Raimundo Angelim (PT), aqueles que muitos consideram o melhor prefeito de Rio Branco. Até onde pudemos acompanhar, Angelim foi um prefeito zeloso com os recursos públicos e com as obras, vistoriava-as pessoalmente.

No entanto, em que pesem as virtudes de sua administração, também ela levou a marca da FPA. Esteve voltada para questões cosméticas e, sobretudo, para as áreas centrais.

Não foi sem razão que, recentemente, Rio Branco foi apontada como a penúltima capital brasileira no índice de inclusão social. As periferias continuaram abandonadas e não foi por outro motivo que o Programa Ruas do Povo teve a força eleitoral que teve e ocupou nas propagandas governistas o lugar que ocupou. Depois de anos de abandono, as populações dessas regiões se sentiram lembradas, dignas de algum cuidado do governo, o mesmo governo que as abandonou.

Por uma questão de precisão, é necessário dizer que, em muitos lugares, o referido Programa chegou apenas como promessas, e em alguns lugares aonde realmente chegou causou transtornos (lama, falta de água, buracos abertos e não fechados, entre outros), e os serviços ou foram feitos parcialmente ou precariamente.        

Um dos maiores erros da FPA nestas eleições foi subestimar a inteligência do eleitorado. Seus líderes imaginaram que não iam perceber que Vamos juntos fazer o novo, mote de campanha de Marcus Alexandre, expressa cinismo e a confissão de quem andou a fazer o que não devia. Cinismo porque, para o governo, a participação (Vamos juntos) popular só é válida quando é dócil a seus interesses. Fora isso, ou é ignorada ou é reprimida.

Quanto ao “novo”, pode-se dizer que ele expressa a tentativa de “separar/diferenciar” o candidato governista da FPA. Sabem que seu governo é marcado por trapalhadas, escândalos, denuncias de corrupção e despotismo. Não é bom para ninguém ser ligado a essas coisas. Por isso, devem insistir que, ainda que partícipe da FPA, Marcus Alexandre representa algo “novo”, “diferente”.

Fosse possível filho de galinha ser canário, talvez acreditássemos nisso. Como não é, digamos a verdade: o candidato governista não representa nada de absolutamente novo, como nada nem ninguém da FPA pode representar. Ele representa, isto sim, a força política mais reacionária que há atualmente hoje no estado do Acre, mistura de velhos e novos coronéis, de sujeitos que usam o estado segundo a mais velha tradição do patrimonialismo brasileiro. Por isso é que nepotismo e despotismo grassam hoje no território acreano

É por essas e tantas outras razões que cremos que o “realmente novo”, a “mudança positiva” que estamos a ansiar, passa, necessariamente, pela derrota da FPA. Isso não se deve a uma crença nos pendores democráticos das forças oposicionistas. Mas a uma compreensão de que, enfraquecida a FPA, as forças populares poderiam alcançar uma liberdade (de expressão, manifestação, contestação etc.) que hoje não têm.

Além do mais, com a legitimidade em declínio, a FPA tem usado o poder de maneira cada vez mais desesperada e despótica. Diminuir o poder em suas mãos é, portanto, uma necessidade.

Por tudo isso, neste segundo turno, torcemos por uma derrota da FPA. Tendo em vista, em primeiro lugar, não a vitória da oposição, mas o que daí as forças populares podem colher.

Que desta semana de opressão e exploração redobradas possa florescer uma indignação também ela redobrada... Que os cargos comissionados entendam que, mesmo que Marcus Alexandre ganhe, isso não lhes dará garantia de permanecerem em seus empregos. As alianças que ele fez requerem concessões e isso, em geral, envolve cargos. Quem não tem “padrinho forte” pode muito bem está trabalhando para sua própria ruína nesta campanha.

Não esquecemos o que foi feito com o resultado do referendo sobre a hora oficial do Acre... nem esqueceremos...

Israel Souza é cientista político e membro do Núcleo de Pesquisa Estado, Sociedade e Desenvolvimento na Amazônia Ocidental (NUPESDAO)

BOCALOM CHORA APÓS ATAQUES DO PT


Leia no AC 24 Horas

GOSTOSAS

Um amigo, que tem circulado muito em Rio Branco durante a campanha eleitoral, atesta:

- As porta-bandeiras do 13 são as mais gostosas.
São bem alimentadas e tratadas. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ALÉM DAS CORTINAS VERMELHAS

POR PEDRO GUSTAVO NUNES

A exemplo de tantos outros reinados e impérios, o que convencionalmente vem sendo denominado “vianismo”, experimentou da ascensão ao apogeu, e agora demonstra uma fragilidade igual ainda não vista, perante uma desorganizada e atrapalhada oposição que, mesmo com restrito potencial bélico, luta contra um oponente arsenal político-financeiro construído pela coligação Frente Popular do Acre (FPA), apenas com coices e pontapés, e ainda assim coloca em cheque a supremacia de um grupo que um dia pareceu invencível. Uma era de boom econômico, grandes obras de infra-estrutura, resgate cultural, dentre muitos outros acertos de gestão. Mas o que pode ter colocado em cheque a política vianista da FPA, considerada por muitos o período de maior avanço da história do Acre?

A história dos movimentos políticos, desde os tempos mais remotos, sempre evoluiu, mesmo que lentamente, em busca da democracia plena, ainda que a sua plenitude nunca tenha sido efetivamente alcançada. Pelo menos não no cenário nacional ou acreano. E o raciocínio é óbvio: para que os iguais existam necessita-se manter um exército de desiguais. Em um cardume de milhares de peixes, todos os milhares são iguais, enquanto que em uma matilha de brasileiros uma minoria tem pedigree à revelia da maioria de vira latas.

O maior equívoco da política inovadora da FPA (acho o termo popularismo mais adequado que vianismo) foi segregar a sociedade em castas, num apartheid social-democrático, dando uma retórica colonial ao que chamou-se de inovação. Os desiguais integrantes da maioria esmagadora, legitimando os iguais, dando-lhes carta branca (votos) em permissiva subordinação, delegando a minoria elitista a pensar por todos.

Em um Estado democrático de direito o conceito parece ser bastante simples. A vontade da maioria prevalece. O poder emana do povo que escolhe gestores públicos de cargos eletivos cíclicos e, a cada novo ciclo, a sociedade organizada e teoricamente civilizada reconstitui o novo ciclo como em um movimento de translação. Para dar continuidade a esse ciclo, existem as eleições.

Mas o que temos percebido, há tempos, é que o ciclo é mais teórico do que prático. Na verdade subtrai-se o direito do cidadão de pensar. Pelo menos o direito dos desiguais. Estes não têm a opção de pensar, pois estão reféns de programas sociais, cargos comissionados e de falsas promessas. Doar o voto é garantia de sobrevivência, mesmo que seja por mais um dia. Um desigual ao negar seu voto ao popularismo, está trocando a garantia da vaidade de um igual por um futuro incerto. E se ele se rebela a pensar, poderá estar permutando o sustento de sua família pela sua alforria intelectual. Portanto, não há interesse em dar cidadania aos desiguais, pois a cidadania é a fonte do pensamento, é o ponto de partida dos questionamentos, é onde os desiguais se tornam iguais, onde o coletivo prevalece sobre o individual.

Para quebrar esse vício há que ter coragem. Jamais enxergaremos o que há além do lulismo, vianismo, popularismo ou seja lá o adjetivo que for, se não arriscarmos rasgar as cortinas vermelhas. Pode ser que se encontre o paraíso. Como também, há o risco de adentrarmos num ciclo apocalíptico. Arriscar é preciso. Já conhecemos as trevas. Todo brasileiro conhece as trevas. Ou veio dela, ou está nela ou próximo dela.

Mas pouquíssimos são os desiguais que tiveram a oportunidade de conhecer o paraíso. “Penso, logo existo”, as palavras proferidas pelo francês René Descartes, em meados do século XVII, deveria ser adotada como um grito de guerra por todos brasileiros, ruindo desde o Reich popularista da FPA até o caudilhismo dos Sarney, e assim quem sabe, a era dos desiguais, se torne apenas mais um triste capítulo de nossos livros de história.

Pedro Gustavo Nunes é médico veterinário e servidor público estadual

CONVIDADO POR MARINA SILVA

A ex-ministra Marina Silva está em Rio Branco para manifestar apoio ao candidato à prefeitura de Rio Branco Marcus Alexandre (PT). Ela participará de uma entrevista coletiva no Parque São Francisco, a partir das 14h30.

No aeroporto, após desembarcar do avião, Marina Silva indagou aos seus assessores:

- Cadê o Altino? Sei que ele vai votar no Bocalom, mas quero que seja convidado para a coletiva. Não será por causa de política que deixará de ser convidado.

Telefonaram e deram o recado dela. Vou lá, pois minha amiga Marina Silva é a reserva moral e política do Acre.

No mais, basta o PT marcar um compromisso que vem água. Mas tenho um bom guarda-chuva comprado em Cobija.

Atualização às 15h13

Voltei do Parque São Francisco. A entrevista foi adiada para as 16h30, mas avaliavam a possibilidade de mudar de local por causa da chuva.

CAMPANHA ELEITORAL NAS ROTATÓRIAS

POR LETÍCIA MAMED

Em dúvida sobre a perigosa utilização das rotatórias como palanque eleitoral em Rio Branco, fiz um questionamento ao Detran sobre o excesso de pessoas e adereços que passaram a ocupar estes locais nos últimos dias:

“Uma pergunta técnica ao @DetranAcre: o excesso de seres nas rotatórias, com seus adereços, impedindo o livre e seguro tráfego, é consentido?”

Atenciosamente, a autarquia me encaminhou a seguinte resposta:

“A diretoria informa que esta é a primeira reclamação que se recebe sobre o assunto em todos os meios de interação disponíveis. Desde que não se bloqueie o tráfego ou interfira a visibilidade dos condutores nas vias, não há impedimento legal à prática”.

Logo após, o juiz eleitoral Pedro Longo (1ª Zona Eleitoral-Rio Branco), de modo indireto, acabou por me responder de modo mais preciso.

Ao analisar a instalação de adereços de propaganda eleitoral nas rotatórias da cidade, com fundamento na lei que não permite placas de propaganda com dimensões superiores a 4 metros quadrados, ele determinou:

“Tratando-se de propaganda manifestamente irregular, determino sua retirada de plano".

E acrescentou ao despacho:

"Dê-se ciência à Comissão de Fiscalização para que adote idêntica providência caso constate futuramente a existência de material similar".

A uma pergunta técnica, resposta igualmente técnica.


Letícia Mamed é professora da Universidade Federal do Acre

TRAQUE OU DINAMITE

Fonte que reputo como confiável, ligada ao candidato Tião Bocalom (PSDB), telefona para avisar que os dois últimos programas do tucano na TV serão arrasadores contra a candidatura de Marcus Alexandre (PT).

- Por ora, só posso adiantar que envolve um grande líder do PT - acrescenta a fonte em tom de mistério.

É aguardar para ver se assistiremos explosão de traque ou dinamite.

HAITIANOS PASSAM FOME NO ACRE


Leia no Blog da Amazônia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

UMA RÃ

Na varanda 


A rã

(Caetano Veloso - João Donato)

Coro de cor sombra de som de cor de mal me quer
De mal me quer de bem de bem me diz
De me dizendo assim serei feliz
Serei feliz de flor de flor em flor
De samba em samba em som de vai e vem
De verde verde ver pé de capim
Bico de pena pio de bem-te-vi
Amanhecendo sim perto de mim
Perto da claridade da manhã
A grama a lama tudo é minha irmã
A rama, o sapo, o salto
De uma rã.

ESTRADAS DO ACRE SÃO PÉSSIMAS

Deu no UOL
 
O Acre tem 72,1% de suas rodovias em estado péssimo (38%) e ruim (34,1%). Apenas 0,7% do trecho pavimentado é considerado ótimo. Enquanto isso, São Paulo possui 78,7% das suas estradas classificadas como ótimas (49,9%) e boas (28,8%) e somente 3,6% de trecho pavimentado é tido como péssimo. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (24) pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes), com base em 95.707 quilômetros analisados em todo o país.

Segundo a pesquisa, as regiões que mais sofrem com problemas nas rodovias são a Norte e Nordeste, ao mesmo tempo em que o Sul e Sudeste apresentam os melhores rankings.

No Sudeste, depois de São Paulo, Rio de Janeiro é o Estado com menos problemas nas estradas – 60,6% das rodovias são consideradas ótimas (20,6%) e boas (40%).

No Sul, o Rio Grande do Sul tem 47,7% de suas rodovias em estado bom e 11% em estado ótimo. Apenas 2,4% está em condições péssimas. O Estado é seguido do Paraná, onde 18% das estradas são ótimas e 29,8% são boas.

No Norte, depois do Acre, os Estados que mais apresentam estradas com deficiência são Amazonas e Roraima. No Amazonas, nenhuma estrada está em estado bom ou ótimo - 22,5% das rodovias são consideradas péssimas e 47,1% são classificadas como ruim. Em Roraima, 70,7% estão em condições péssimas (25,3%) e ruins (45,4%).

No Nordeste, o Estado que mais sofre com problemas nas rodovias é o Maranhão. Apenas 0,4% das estradas estão em estado ótimo, enquanto 19,4% das rodovias são péssimas. Alagoas, embora seja um Estado pobre, tem 47,9% de suas estradas em estado bom.

GENTE QUE FAZ FALTA


Meu amigo Rodrigo Almeida é o responsável por essa fotomontagem. Ele era guarda-mirim quando trabalhei na assessoria de comunicação do então prefeito de Rio Branco Jorge Viana.

Piu-Piu, como o apelidei à época, trabalha atualmente na Secretaria de Pequenos Negócios. É um dos mais ativos militantes do PT na rede social Facebook.


- Gente como você e Toinho Alves faz muita falta numa campanha- justificou Piu-Piu.

A foto foi tirada após uma entrevista concedida pelo então presidente Lula a um grupo de blogueiros. Pedi que Lula explicasse porque não é o cara no Acre.


Que os marqueteiros de Tião Bocalom não usem a entrevista.

 

BANDEIRANTES DE ESQUINAS

Está praticamente impossível transitar nas ruas de Rio Branco.

Os cabos eleitorais ocupam as rotatórias e mal dá para dirigir.

Nesta quarta-feira vi até o defensor-geral da Defensoria Pública do Acre, Dion Nóbrega Leal, balançando bandeira do PT.

A Defensoria Pública está na maior crise da sua história.

Cruzeiro do Sul, por exemplo, não possui defensor público.

Junto com o defensor-geral estava Fernando Morais, sub-defensor público geral.

No Twitter, a professora Letícia Mamed fez uma pergunta técnica ao Detran:

- O excesso de seres nas rotatórias, com seus adereços, impedindo o livre e seguro tráfego, é consentido?
Não obteve resposta.

ACORDA AMOR

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O PT NÃO É MAIS CONFIÁVEL

POR FÁTIMA ALMEIDA

Quando vejo jovens aguerridos, segurando bandeiras vermelhas por toda parte de Rio Branco, inflamados pela batalha eleitoral, só penso que é dinheiro nosso, contribuintes do Tesouro Nacional, que está lhes pagando e que depois os jovens vão ficar de novo correndo atrás de ocupação e renda. É uma tristeza. Tão jovens, sem futuro promissor, não vão ser pedreiros na Cidade do Povo ou Garota do Fantástico, pois só pode ser uma vez a cada ano.

O excesso de gente exercendo cargos comissionados em diversas escalas, os empregos temporários, as pequenas firmas na área de construção, subsidiárias das grandes empreiteiras, fornecedores de todos os calibres, enfim, toda essa miríade de satélites em torno do poder público contribui para essas endinheiradas campanhas. Com o nosso dinheiro, bem entendido.

Atualmente, a desvairada paixão pelo vermelho é muito duvidosa. As relações sociais no Acre em nada mudaram porque os irmãos Vianna retiveram no Estado o molde de seringal, onde eles controlam o barracão e mantêm as velhas práticas de aviamento fazendo ótimos negócios com outros descendentes como eles, vide o caso da avenida Amadeo Barbosa.

Aliás, ótimos negócios com o grande capital em geral, enquanto fazem de conta que pensam na situação da classe trabalhadora com gestos magnânimos, como aquele quando levaram dezenas de marceneiros para feira de móveis na Itália. Continuamos a esperar os resultados.

Com a prática do empreguismo são mantidos milhares de eleitores sob sua custódia. Controlam a imprensa para recortar apenas as notícias que lhes interessam. Aquela meia página policial dos jornais nem de longe representa a realidade.

Eu mesma fico sabendo quase todos os dias de arrombamento de casas e carros, quando são furtados objetos que ainda nem foram quitados, reduzindo-se o fato apenas ao registro chamado de “BO”, pois a polícia não investiga, não pede as notas fiscais e sai em campo para batidas nas zonas do tráfico, ficando o contribuinte impotente a continuar pagando pelos laptops que lhes foram levados. A agressão feita por um neto do Amadeo Barbosa à Thaís Pordeus não saiu em jornal algum, só neste blog.

O governo do Acre não sabe dialogar e só trata a oposição como se essa fosse a “mundiça”, enquanto que os seus são os puros, os melhores e superiores em todos os sentidos. Tudo balela. Conheço muitos deles que não têm conhecimento algum, inteligência menos ainda, mesmo porque isso não lhes é exigido. Toda nossa cultura ainda é a do barracão, apesar de que supõem ser modernos.
 

Não poderia votar no candidato do PT ou da coligação Frente Popular do Acre, que colocou no saco de lixo o resultado do nosso último referendo do fuso horário e o largou correnteza abaixo.

As novas gerações não sabem o que é regime de exceção. Eu sei. O PT não é mais confiável. Fazer de conta que isso não está acontecendo pode ser conveniente para muita gente, não é o meu caso.

Eu voto com tranquilidade no Tião Bocalom. Sei que ele não vai aviltar nenhuma lei nem trair a República. O resto deve ficar por conta da sociedade mesma que deve ser mais participativa e menos ociosa.

Fátima Almeida é historiadora

SEM GUERRA, EM PAZ

Este foi o melhor momento da campanha eleitoral em Rio Branco. Que sirva de exemplo aos cegos e intolerantes da política. Parecem até o professor e o aluno; o pai e o filho. Parabéns a Marcus Alexandre e Tião Bocalom pela civilidade.

CONCITA EM DEFESA DE THAÍS PORDEUS


Da secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Concita Maia:

- Caro Altino, falei com a estudante Thaís Pordeus e com o pai dela. Estou colocando a diretora de Direitos Humanos e coordenadora do Pacto pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, da nossa secretaria, para acompanhar o processo lá em Maringá. Pessoalmente, vou solicitar ao delegado Emilson Farias para fazer um levantamento da vida do agressor, para ver se encontramos antecedentes. Estou indignada e machucada. Sinceramente, cada agressão cometida contra as mulheres, abre uma ferida na minha alma. Inadmissível. O silêncio e a impunidade são cúmplices da violência. Justiça! Estou mobilizando as entidades que atuam em defesa dos direitos humanos para uma nota de repúdio contra esse agressor juntamente com o pedido de justiça para o caso. 

Clique aqui para saber sobre o caso envolvendo a universitária Thaís Pordeus.

LUZ NA RUA DO PETECÃO


Na manhã desta terça-feira, participei de uma coletiva de imprensa na casa do senador Sérgio Petecão, por causa da polêmica sobre os tiros na casa dele (leia aqui), quando o serviço de iluminação pública da prefeitura de Rio Branco apareceu para fazer manutenção na escura rua Alberto Assad, que é de terra, cheia de buracos.

- Agora vou esperar o Bastião Viana chegar aqui com o programa Ruas do Povo - ironizou o senador.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PARA JORGE VIANA


Comentário do advogado Neto Ribeiro sobre a nota "Campanha pé no chão", do senador Jorge Viana (PT-AC), no Facebook:

"De todo o seu texto, Senador, só posso concordar com a primeira parte: “que o segundo turno nos permite fazer uma comparação direta sobre quem é quem nessa eleição”. De um lado, Marcus Alexandre, o nome indicado pelo senhor e seu irmão, o atual governador Tião Viana, a despeito de todas as vozes contrárias no próprio PT e em toda a FPA. Nome vindo e imposto diretamente dos gabinetes para a população. Nome leve, é bem verdade - e nisso tenho que tirar o chapéu para o senhor e o seu irmão: são ótimos estrategistas, ou, aquilo que os entendidos da área costumam chamar de raposas políticas. E de todas as qualidades, a que mais se ressalta no candidato petista é o fato de ser um moço obediente e aplicado.

É perceptível - àqueles que conhecem - que o rapaz é uma boa montagem, talhado para o vídeo e que se esforça no corpo a corpo, apesar da sua falta de... digamos... "sal". Agora, Senador, querer nos fazer acreditar - subjetivamente - que o candidato do senhor percorreu 700km a pé apenas porque tem ou tinha o interesse de interagir mais de perto com a população para conhecer os problemas desta é afrontar a nossa inteligência. O seu candidato percorreu a pé todos esses quilômetros foi para se tornar conhecido do grande eleitorado, dessa massa pobre e carente, esquecida há muito pelos governos da FPA, iguais a essas crianças da foto, que brincam descalças na lama, em um bairro sem a mínima infraestrutura básica e de vivência com dignidade.

Quanto ao candidato oposicionista, Tião Bocalom, e as suas colocações, fico aqui a me perguntar. Se ele, que tem profissão e não se aposentou para se dedicar exclusivamente a política é chamado de candidato profissional por ter enfrentado o Senhor e o PT nos últimos pleitos, o que dizer ou chamar o Ex-Presidente Lula que se candidatou por 4 vezes consecutivas, ou seja, 16 anos, unicamente ao cargo de presidente?!?! Imagine, Senador, se ele tivesse desistido?!?! Hoje, provavelmente, não teríamos o núcleo duro do governo dele sendo condenado por corrupção no STF.

O nobre Senador diz que a oposição só quer chegar a Prefeitura para fazer política e oposição. Mas, pergunto: o que o Senhor, Senador da República faz agora não é puramente política?!?! E o que o PT fez durante toda a sua existência no plano nacional não foi apenas política e oposição irresponsável, já que quando se tornou governo abraçou as mesmas práticas (e até as piores, incrementado-as) dos governos anteriores?!?! E por acaso, essa oposição que o nobre Senador diz pesar não conta com nomes que outrora estiveram do seu lado a apoiá-los?!?! Deixe-me ver... Flaviano Melo foi seu chefe, já que o senhor serviu ao governo dele como Cargo de Confiança. Sérgio Petecão foi seu homem de ferro na ALEAC. Nunca na história deste Estado um Deputado foi tantas vezes reeleito ao cargo de Presidente... Isso para não citarmos outros que outrora engrossaram as fileiras da FPA, como este que vos escreve, mas que politicamente é a soma de nada e coisa nenhuma.

Espero em Deus, nobre Senador Jorge Viana, que a vontade manifesta nas urnas da maioria do Estado e aqui também da capital – já que a soma dos votos de oposição superam, e muito, os votos do PT, e isso sem contar os votos brancos e nulos – sirva de lição de humildade, mas, humildade verdadeira e não aquela do vídeo tão bem forjada pelos 20 anos de carreira política (quem diria Senador, o senhor se tornou aquilo que sempre criticou: um político carreirista!) aos dirigentes da FPA, vencendo ou perdendo o pleito vindouro, tanto quanto seja lição para a oposição, para que aprendam, os dois lados, de uma vez por todas, que o servir é servir ao coletivo, ao todo, e não apenas a um grupelho de apadrinhados e a interesses pessoais."

PSOL DO ACRE REPUDIA SENADOR DO PARTIDO

Nota da regional do PSOL no Acre repudia o apoio do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ao candidato à prefeitura de Rio Branco Marcus Alexandre (PT). O documento será enviado ao diretório nacional do partido, com o vídeo do programa eleitoral que teve a participação do senador, exigindo cumprimento das resoluções partidárias.

Eis a dura nota do PSOL contra o senador, o PT, o governo do Acre e a "oligarquia vianista":

"A Direção Regional do PSOL/AC vem a público repudiar o comportamento do senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), que na noite desta sexta-feira (19) apareceu no horário eleitoral gratuito da Frente Popular de Rio Branco (AC) pedindo votos para o petista Marcus Alexandre, candidato imposto pela oligarquia decadente que governa o estado há 16 anos com mão de ferro.

O parlamentar afronta a decisão da Direção Regional do PSOL/AC, que não indicou voto em nenhum candidato neste segundo turno da capital acriana e proibiu qualquer militante de manifestar apoio em nome do partido, por entendermos que ambas as forças políticas que estão neste pleito não oferecem nenhuma novidade, não se diferenciam e não farão mudanças significativas para a sociedade.

Também o senador descumpre as resoluções nacionais do partido, que proíbem expressamente qualquer aliança formal e informal com PT e PSDB, partidos cujas práticas políticas não convergem com o que defendemos para o Brasil e para o Acre, uma vez que alimentam o desmonte do Estado, as políticas conservadoras e os privilégios das elites nacionais.

O senador, que desconhece a realidade local, não sabe que o Acre amarga entre os piores indicadores sociais e econômicos do Brasil e é vítima da corrupção e do mau uso da máquina pública, práticas que se alastram desde quando a velha oposição governava.

A frente comandada pela oligarquia vianista, ao contrário do que fala o senador na TV, implantou um modelo insustentável de desenvolvimento, o qual é apoiado por organismos internacionais e organizações alinhadas com o capitalismo verde. As populações tradicionais continuam abandonadas.

O Acre está longe de ser uma referência em desenvolvimento sustentável. É o que confirmam também líderes seringueiros como Osmarino Amâncio e Dercy Teles, companheiros de Chico Mendes e críticos árduos do modelo de desenvolvimento levado a cabo pelo tal “Governo da Floresta”, uma coalizão de vários partidos díspares e que reúne desde antigos adversários “satanizados” a partidos de esquerda.

Randolfe, que não passou em nenhum momento no estado para apoiar nossa candidatura nestas eleições, declara apoio a um candidato denunciado por peculato e improbidade administrativa. Da mesma forma, ignora fatos históricos como a atuação direta do então senador Tião Viana, hoje governador do Acre, no processo de expulsão no PT dos fundadores do PSOL: Heloísa Helena, Luciana Genro e Babá e outros companheiros.

A postura de Randolfe não nos causa tanta estranheza e espanto, posto que em Macapá seu candidato a prefeito que está no segundo turno recebeu apoio do DEM, PSDB e PTB, sob anuência de Sarney, contrariando todas as orientações do partido. Esse comportamento suspeito para um líder de esquerda é mais visível quando rasga elogios ao senador Jorge Viana, que defendia até há poucos dias anistia aos desmatadores em seu relatório do Código Florestal, intenção que foi reprovada até por Marina Silva.

Embora ainda em fase de construção, o PSOL no Acre tenta consolidar-se como uma referência de esquerda e abrigo para os verdadeiros lutadores do povo, que resistem aos desmandos do estado e à cooptação de todos os partidos e movimentos sociais. O próprio PSOL/AC já foi vítima dessas práticas em 2010, quando, dirigido por pessoas irresponsáveis, desonestas e impudicas, foi, sob pretexto até hoje desconhecido, levado aos braços da Frente Popular. O fato foi contestado na Justiça pelos militantes comprometidos, o que levou à exclusão da sigla desta coligação.

Entendendo que as atitudes individuais do senador Randolfe não condizem com as defendidas pelo conjunto do partido, o PSOL/AC exige providência do Diretório Nacional para o cumprimento das resoluções partidárias e ações enérgicas contra quem tenta macular, negociar e desvirtuar nosso valoroso e combativo partido. O PSOL não pode perder seu caráter de esquerda. A nossa luta é pela emancipação dos trabalhadores e oprimidos, e não pelo fortalecimento das nefastas oligarquias.

Viva o socialismo!

Viva o Partido Socialismo e Liberdade!

Rio Branco- Acre, 22 de outubro de 2012"

domingo, 21 de outubro de 2012

THAÍS PORDEUS

Universitária denuncia ex-namorado por estupro e tortura. "Pior momento foi quando usou uma máquina para aplicar choques elétricos", diz em entrevista exclusiva



A estudante de medicina Thaís Pordeus Leite Costa, 22 anos, denunciou à Polícia Civil de Maringá (PR), na semana passada, o empresário Jimmy Levy Barbosa Jr., 41 anos, ex-namorado dela, por estupro, tortura e lesão corporal. Ambos são do Acre, sendo que o empresário, filho de uma família influente no Estado, mora em Rio Branco, e a jovem em Maringá, onde estuda numa universidade particular.


Durante interrogatório prestado na 9ª Subdivisão Policial, Thaís Pordeus contou ter sido agredida e violentada pelo empresário quando o casal viajou ao Paraguai e Argentina no final de semana. A estudante disse que começou a ser agredida após Jimmy Levy Barbosa Jr. ter lido em seu celular uma mensagem enviada por um amigo com quem ela havia se relacionado.

Após a descoberta, o empresário teria forçado a jovem a manter relações sexuais contra a vontade dela. O estupro teria sido registrado em vídeo e fotos. Ela relatou ter sido agredida com tapas, socos e cotoveladas. Além disso, o empresário usou uma máquina elétrica, comprada no Paraguai, para aplicar choques no pescoço e nas pernas da vítima.

As agressões não cessaram após o casal regressar para Maringá, na segunda-feira (15). A universitária contou à polícia ter desmaiado após ter o pescoço torcido pelo ex-namorado e de ter sido novamente vítima de socos e tapas para que permitisse o acesso dele ao perfil dela na rede social Facebook.

Segundo a estudante, o empresário Jimmy Levy Barbosa Jr teria ameaçado os irmãos e a mãe dela caso o denunciasse à polícia. O empresário chegou a ocupar o apartamento dela e a se recusar a sair do mesmo.

A Polícia Civil de Maringá intimou o empresário e abriu inquérito para investigar as acusações de estupro, lesão corporal e crimes contra a pessoa. O empreesário negou todas as acusações. Ambos foram submetidos a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal da cidade.

Thaís Pordeus procurou o Blog da Amazônia e concedeu entrevista exclusiva sobre o drama que viveu.



Por que decidiu assumir publicamente a denúncia contra o agressor?

Porque sei que não sou a primeira vítima dele. Se ninguém denunciá-lo, isso nunca vai parar. Depois de tantos choques elétricos que levei, poderia nem estar viva. Mas Deus é maior e me deu essa nova chance. Passei por tudo isso e não vou recuar em nenhum momento. Espero que a justiça seja feita e que nenhuma mulher mais seja agredida por aquela pessoa. Peço que todas as mulheres, vítimas de violência, denunciem, que não tenham medo. Isso tem que acabar.

Quando e onde o conheceu?

Eu o conheci num aeroporto, na Bolívia, em janeiro deste ano, mas nosso namoro havia terminado em agosto.

Como era o relacionamento de vocês? 

Era bom, normal. Nunca pensei que ele fosse fazer o que fez comigo. Ele sempre me ajudou muito, mas a distância acabou desgastando o relacionamento e terminamos. Ele é muito controlador. Estava pagando para alguém, na minha sala, fornecer informações sobre com quem eu conversava, que horas eu saía da faculdade, se eu estava ou não dentro da sala de aula. 

Ele mantinha você, custeava as suas despesas?

Não. Para isso tenho pai e mãe. Mas ele sempre quis me ajudar financeiramente, sim. Às vezes me ajudava, mas me manter nunca.

Você sabe como eram os relacionamentos anteriores dele?

Não, mas ele sempre falava que a mãe da filha dele tinha surtado de ciúme dele por causa da própria filha e por isso tinha acabado o relacionamento.

Qual foi o pior momento?

Foi quando aplicou choques elétricos. Eu me tremia muito. Eram 5000 volts e pensei que fosse morrer

Onde aplicou os choques?

No pescoço e na perna. Ele também me deu muitos socos na cabeça e eu desmaie.

O que alegava?

Ele viu mensagens de um rapaz no meu telefone. Questionada, confirmei que havia ficado com o rapaz. Ele fingiu que estava tudo bem e fomos para a igreja. Quando voltamos, ele deu um tapa na minha perna e disse que o rapaz iria pagar por ter ficado comigo. Tomou o meu telefone e cada vez que chegava alguma mensagem eu apanhava mais.

Estava com ele quando a máquina de choque elétrico foi comprada?

Sim, estava. Foi comprada no Paraguai, mas também viajei com ele até a Argentina.

Ele explicou o motivo de comprar a máquina?

Ele disse que tinha uma máquina de choque, mas que a mesma tinha ficado com um primo dele, que estava levando uma nova máquina porque não tinha mais a dele.

O seu ex-namorado também usou uma filmadora?

Ele filmou todo o ato sexual, mandou eu fazer varias posições e ficou fotografando. Ele também mandava eu dizer que eu era uma puta. Mandava eu falar no vídeo que eu tinha dado para outro cara no meu apartamento e logo em seguida me dava socos na cara. Ele todo o tempo afirmava ter razão. Negou tudo o que fez contra mim ao prestar depoimento à polícia.

Como você escapou?

Eu fingi que estava tudo bem, que não ia denunciá-lo, que nunca ia falar nada para ninguém. Ele me levou para casa. Na manhã seguinte saí para pagar meu aluguel e ele mandou que eu deixasse o celular. Voltei para casa e fui para a faculdade. Foi ele quem me levou até a faculdade. Depois foi me buscar em um carro locado por ele, placa HIF-4805. Era um Fiat Uno com a placa de Belo Horizonte. Esperei que devolvesse o carro e pegamos um táxi. Ele ficou no meu apartamento e eu fui para a faculdade. De lá, corri com minhas amigas para a Delegacia da Mulher, onde fiz a denúncia.

No Acre, a sua família foi avisada. Como reagiu?

Sim, minha família foi avisada. Estão todos me apoiando e também fizeram denúncia em Rio Branco. Ele ameaçou fazer alguma coisa de ruim contra meus familiares se eu o denunciasse à polícia. Estou com medida protetiva. Ele não pode chegar 200 metros perto de mim porque chegou a me ameaçar de morte. Disse que não precisava sujar as mãos, que tinha quem fizesse o serviço sujo para ele.

Por que não foi preso?

Porque, segundo a delegada, ele só poderia ser preso se fosse pego em flagrante. Do contrário, a delegada estaria cometendo abuso de autoridade.

Quando você fez exame de corpo de delito?

Fiz o exame na sexta-feira, pois não havia médico legista na terça e nem na quarta. O laudo só sai na semana que vem.

Ele já procurou você de novo? Você está no seu apartamento ou protegida na casa de amigos?

Não procurou. Ele já prestou depoimento à polícia, mas negou tudo. Na sexta-feira, também estava no Instituto Médico Legal de Maringá, para fazer o exame de corpo de delito.

Algo a acrescentar?

Ele torceu muito meu pescoço, tentou me sufocar com uma blusa dele e me deu os choques. Ele dizia que ia furar meus olhos e puxava meus olhos com os dedos. Daí pegou uma caneta e colocou do lado do meu olho e perguntava se eu tinha medo de ficar cega. Ele pedia para que eu escolhesse se queria perder um dente ou um olho, me dava cotoveladas na barriga, na escápula e apertava meus seios.

Admirável a sua coragem, Thais.

Obrigada. Foi muito difícil, mas estou viva.

Atualização, às 7 horas de segunda-feira (22)

A entrevista de Thaís Pordeus teve enorme repercussão na web, sendo reproduzida por dezenas de sites e blogs no país.

sábado, 20 de outubro de 2012

TIROS NA CASA DO SENADOR PETECÃO

"Não acredito que o fato tenha conotação política"

 
Alguns detalhes sobre os tiros disparados contra a casa do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) na noite desta sexta-feira (19), em Rio Branco, de acordo com o boletim da Polícia Militar do Acre.

Foi a vizinha Karine Florêncio de Matos que, ao chegar de carro na casa dela, viu quatro homens armados, em pé, encostados num carro, nas proximidades da casa do senador, na Rua Alberto Assad.

Preocupada com a cena, a mulher se ausentou do local com o carro em marcha ré e acionou o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública.

Karine Matos aguardou a presença da Polícia Militar num posto de gasolina próximo. Na casa do senador, os policiais encontraram uma cápsula de bala e o convidaram a prestar depoimento numa delegacia.

Por envolver um senador, o caso foi encaminhado para a Polícia Federal, onde Petecão também prestou depoimento.

- Não acredito que o fato tenha conotação política. Eu estava dentro de casa, me preparando para sair com a Mafisa, minha mulher, e não presenciamos nada. Chegamos a ouvir barulho, mas não imaginamos que fossem tiros contra a nossa casa - disse ao blog o senador.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

REVOLUÇÃO AVILTADA

Análise muito pertinente da cientista política e professora da Universidade Federal do Acre, Letícia Mamed:

"Não há lugar onde o conceito “revolução” seja mais aviltado como no Acre. Tudo aqui é “revolução”, ao sabor dos ventos, sem concretude.

É “Revolução Acreana”, “Praça da Revolução”, “Evento Político X da Revolução”...

É politicamente correto e, claro, publicitário, dizer que o acreano se “revolucionou” pra ser Brasil e continua a se “revolucionar”.

Um dia, o "aguerrido acreano" fez uma escolha em referendo popular, mas justamente aqui, na terra da revolução, ela não é respeitada.

No emblemático episódio do horário do Acre, tomado e nunca devolvido ao seu povo, como fica o nosso “espírito revolucionário” tão exaltado?"

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

NEPOTISMO CASADO

No dia 1˚ de fevereiro de 2011, o então diretor geral do Deracre, Marcus Alexandre, atual candidato do PT à prefeitura de Rio Branco, nomeou a mulher dele, Gicélia Viana da Silva, para responder pelo Departamento de Construção da Infraestrutura de Transporte - cargo de confiança CEC–5, cujo salário é R$ 5,6 mil. Veja a "fofoca" na página 25 da edição nº 10.506 do Diário Oficial do Acre.
 

Atualização às 21h30

- Não seja injusto, Altino. Você sabe que acabou de publicar uma mentira. Nesse período, Marcus e Gisélia (sic) não eram casados - escreveu ao blog André Kamai, presidente do PT de Rio Branco.

Meu comentário

Eles já eram amantes, namorados ou companheiros, André. Estão casados de papel passado há poucos meses? E as duas crianças que exibem no programa eleitoral? Portanto, eram companheiros. Chama-se tecnicamente de união estável. A lei equipara ao casamento civil para todos os fins legais, inclusive para nepotismo. Veja o que diz a Súmula Vinculante nº 13 do STF: "Nomeação de Cônjuge, Companheiro ou Parente da Autoridade Nomeante ou de Servidor da Mesma Pessoa Jurídica, Investido em Cargo de Direção, Chefia ou Assessoramento em Cargo em Comissão, de Confiança ou Função Gratificada na Administração Pública Direta e Indireta em Qualquer dos Poderes - e Designações Recíprocas - Constitucionalidade - Nepotismo"

COMPRA DE VOTOS EM SENA

Atenção Ministério Público Eleitoral, Polícia Federal e Justiça Eleitoral do Acre: as fotos estão disponíveis no Facebook de alguém que assina como Joelma Torquato, de Sena Madureira (AC), com as legendas que reproduzo na íntegra. O vereador Caju Diniz (PTdoB) foi eleito com 243 votos. Um sobrinho dele mostrou o dinheiro na rede social.



"Gente esse dinheiro segundo informações do próprio sobrinho Vereador CAJÚ DINIZ foi usado em sua campanha para compra de votos!!!! kd o TRE agora? Candidatos q queriam trabalhar pelo povo ñ se elegeram por levarem a sério a política q quererem cumprir a lei..... E AGORA? vergonha pro nosso município."



"Esse é o sobrinho do Vereador CAJÚ como vcs podem ver segurando muito dinheiro!!! E AGORA TRE?"


"Foi assim que alguns candidatos a Vereador de Sena Madureira Ganharam as eleições!!!!"

TERRA DE MURO BAIXO

O Acre era conhecido como terra de muro baixo. Com o advento da internet e suas redes sociais, virou terra da baixaria.

Do governador ao mais reles opositor, todos se valem da internet para divulgar baixarias contra desafetos.

Imagine se Tião Bocalom tivesse enviado, por exemplo, um SMS de conteúdo caliente para a candidata derrotada a vereadora Pequena Manteiguinha ou para Eliane Sinhasique, a mais votada.

O assunto já teria virado ou não manchete na imprensa do Acre? Quem estaria considerando a exploração do fato baixaria de campanha?

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ALTERNÂNCIA NO PODER É NECESSÁRIA

POR FÁTIMA ALMEIDA
 

A bacia amazônica de solo sedimentar, relativamente jovem, não é um meio adequado para concentrações urbanas. Os povos indígenas que a habitaram, muito antes da chegada do homem branco, eram milhares de grupos, cada um com 300 habitantes em média, fato esse que levou Darcy Ribeiro a conceituá-los como microetnias. Aos povos indígenas andinos, estimados em milhões e que constituem a esmagadora maioria dos habitantes naqueles países, o antropólogo chamou de macroetnias.

Seguindo a lógica implícita no modo indígena de ocupação, pressupomos que o melhor modo para habitação na Amazônia, por grupos não indígenas, seria, daqui para frente, o de ecovilas. Quando o governo do Acre fez o projeto “Cidade do Povo”, teria convidado os antropólogos para debater esse tipo de questão? O referido projeto parece seguir o “fazer o máximo possível com menos custos”, paradigma por excelência do sistema capitalista. É esse tipo de atitude, vindo da Frente Popular do Acre ou da oposição, que precisa mudar, com mais responsabilidade, de fato, para com as gerações futuras.

A reinvenção da República em nossa era foi necessária como um regime de governo que correspondesse ao dinamismo da nova classe dominante - a burguesia. A monarquia gerava parasitismos, além de ser perdulária. O sistema de representação eletiva, com mandatos determinados em quatro ou cinco anos, correspondeu à ideia de transitoriedade no exercício do poder para não se constituir, como ocorria na monarquia, domínio de um grupo por sobre toda a sociedade.

A primeira revolução liberal inglesa ocorreu quando o Parlamento, com maioria de representantes da burguesia, não cedeu às pressões do monarca por elevação de impostos que tinha a finalidade de formar um exército poderoso sob suas ordens. Os burgueses temiam, com razão, que tal exército depois caísse sobre eles próprios. No sistema capitalista, portanto, não é conveniente que um partido permaneça por muito tempo no governo porque ele tenderá a expandir excessivamente o seu domínio e controle sobre a sociedade, com grande prejuízo para a economia.

Depois de uma década no poder, um partido passa a controlar as informações, as instituições e a expandir ad infinitum seu domínio no âmbito da iniciativa privada, forjando situações, quais sejam, levar uns à falência e outros ao aumento dos lucros, usando para isso os próprios braços do Estado, sob seu controle, que vão desde uma simples fiscalização de ordem sanitária a um entrave nas porteiras, numa versão de protecionismo típico dos velhos regimes monárquicos.

O “mensalão” não é um fato isolado e sim o modo como o partido situacionista submete a todos da iniciativa privada que giram em sua órbita a fornecer recursos não contabilizados sob o nome de “caixa dois”, o qual as pessoas sem escrúpulos justificam como modo adequado para ter dinheiro para compra de votos nas campanhas.

A alternância no poder será sempre necessária, historicamente, enquanto perdurar o sistema capitalista que prioriza a livre concorrência.

Fátima Almeida é escritora e historiadora

MARCUS DESISTE DE DEBATE NA UFAC

Candidato petista alega "incompatibilidade de agenda" para não participar de debate na Universidade Federal do Acre.

Leia nota à comunidade acadêmica, assinada pela Coordenação do Curso de Ciências Sociais da UFAC e Comissão Organizadora do Evento Diálogos com a Academia

"A Coordenação do Curso de Ciências Sociais, que em parceria com o Curso de Comunicação Social/Jornalismo e apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Acre, realizaria no próximo dia 19 de outubro o evento Diálogos com a Academia, tendo como convidados os candidatos a prefeito de Rio Branco – senhores Marcus Alexandre (PT - Coligação Frente Popular de Rio Branco) e Tião Bocalom (PSDB - Coligação Produzir para Empregar) –, informa o cancelamento da atividade.

As tratativas para realização do evento tiveram início na data de 10 de outubro e no dia 12 as duas coligações foram oficialmente convidadas a participar. Posteriormente, no dia 15, às 20h, na Sala dos Professores do CFCH, a Comissão Organizadora aguardou os representantes das duas coligações para discutir o regulamento da atividade. No entanto, ao encontro compareceram apenas os representantes da Coligação Produzir para Empregar. Mesmo assim, a Comissão redigiu uma minuta de regulamento, que foi igualmente compartilhada com as assessorias dos dois candidatos, para análise e confirmação de participação no evento.

Na data de 16 de outubro, já com a confirmação de participação do candidato da Coligação Produzir para Empregar, a Comissão aguardou um posicionamento do candidato da Coligação Frente Popular de Rio Branco. Às 23h07min do mesmo dia, por meio de correio eletrônico, a assessoria da coligação comunicou a impossibilidade de seu candidato comparecer ao evento, alegando incompatibilidade de agenda, em função de compromissos assumidos anteriormente.

Diante disso, a Comissão Organizadora decidiu pelo cancelamento da atividade, considerando que a participação de um único candidato poderia implicar em tratamento privilegiado, segundo orienta a legislação eleitoral brasileira, além de comprometer fundamentalmente a dinâmica proposta para o debate, cujo objetivo era propiciar o diálogo de professores e alunos com os candidatos e a discussão igualitária das propostas políticas das duas coligações para a administração da cidade de Rio Branco.

Rio Branco-AC, 17 de outubro de 2012.

Coordenação do Curso de Ciências Sociais da UFAC e Comissão Organizadora do Evento Diálogos com a Academia"

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O ACRE NÃO É PUTAYA

POR JOÃO MAURÍCIO ROSA

O paulista Joaquim Medeiros, de Presidente Prudente, liderou uma espécie de liquidação de terras no Acre a partir de campanha publicitária encenada pelo cantor e ator Sergio Reis, em meados da década de 1980.


O fato contribuiu para que o gentílico "paulista" se tornasse ainda mais, para os acreanos, sinônimo de incendiário, predador de florestas e de culturas. Não importa de onde venha, é paulista. E, se é paulista, é fazendeiro.

Em 2006, o paulistano Binho Marques, que saiu do Acre no ventre da mãe apenas para nascer em uma maternidade do Butantã, acabou sendo eleito governador do Acre - o primeiro "de fora" a conquistar o cargo desde a criação do Estado, em 1962. Mas, para isso, destacava que apenas nasceu em Sampa e que torcia para o Fluminense.

Agora, o paranaense Tião Bocalom, um "paulista" do Paraná, trazido pelo Incra e não pelo Medeiros, disputa a prefeitura de Rio Branco com o paulista Marcus Alexandre, engenheiro formado pela Unesp em Ilha Solteira, trazido para compor o elenco de técnicos do ex-governador Jorge Viana (PT).

No caldeirão deste segundo turno, o jornalista e blogueiro Altino Machado vem atiçando o fogo com a ideia de que o Acre está se tornando a casa da mãe joana, onde os paulistas deitam e rolam.


Machado aproveitou para colocar uma frase minha na fogueira [Eu amo o Acre porque adoro putaria], dando a entender que os paulistas pensam que o Acre é como Putaya, uma cidade na fronteira, no Vale do Juruá, onde uma guarnição do Exército peruano acabou atraindo uma leva de meretrizes e dando origem à honrada comunidade.

Eu amo o Acre porque é quente, tem fuso horário, um drinque chamado jucá, posso ir a pé para onde quero, a qualquer hora, sem jamais levar uma geral da polícia.

João Maurício Rosa é paulista, jornalista, há 22 anos no Acre

ESTOU ENCANTADA COM O BOCALOM

POR ELIANE SINHASIQUE

Minha gente,

Estou vivendo um momento muito especial na minha vida. É o momento em que recebo o reconhecimento do povo pelo meu trabalho como comunicadora que dá voz e vez para as pessoas.

Ao mesmo tempo, estou presenciando um momento em que as pessoas estão dizendo: quero uma nova política, quero uma mudança, quero fazer diferente, quero modificar alguma coisa, quero um bairro melhor, quero uma linha de ônibus próxima da minha casa, quero procurar um remédio no posto e encontrar, quero que meu lixo seja recolhido, quero poder ir e vir sem tanta lama, sem tanta poeira, quero poder dizer o que penso sem medo.

Vejo isso nos olhos e nas conversas com as pessoas que encontro pelos bairros mais necessitados da nossa cidade.

Convivendo com o Bocalom, percebo que esse homem tem verdadeiros propósitos, tem como objetivo servir às pessoas.

Ele é rápido em pensar em alternativas para as dificuldades que as pessoas enfrentam no seu dia a dia.

Eu estou encantada com o Bocalom. Esse jeito austero dele, essa vontade de fazer, de transformar, está na alma dele.

E o que mais me chama a atenção nessa nossa convivência é que ele quer usar com honestidade os recursos do município.

Eu vejo no Bocalom um homem de garra, que não desiste, um homem que tem vontade de fazer.

Vamos dar uma chance ao Bocalom?

Eu vou dar uma chance a ele. Vou votar 45 e vou confirmar.
 

Eliane Sinhasique é vereadora eleita com a maior votação em Rio Branco

FOLHETIM

Gal Costa interpreta Chico Buarque

AMO O ACRE


Máxima do João Maurício Rosa, jornalista, paulista, que vive no Acre há 22 anos:

- Eu amo o Acre porque adoro putaria. Eu já teria morrido se não fosse o Acre.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

NÃO TORÇO PELA DERROTA DO BOCALOM

POR PERPÉTUA ALMEIDA


Na vida, assim como na política, é preciso ter posição. Decidi não participar no primeiro turno das eleições na nossa Rio Branco por ter um entendimento diferente quanto aos rumos que foram escolhidos para seguir. Recebi críticas e apoios calorosos de vários amigos, eleitores e simpatizantes, que respeito na mesma proporção que fui respeitada.

Não foi fácil estar ausente de uma eleição em Rio Branco. Todos que me conhecem sabem o quanto eu gosto de política e como as campanhas me animam. E Rio Branco me deu meu primeiro mandato parlamentar.

Por dois anos, vereadora da nossa capital, iniciei o contato de perto com o povo. Mas, já disse também uma vez que não sou uma profissional da política, não admiro acordos espúrios e negociatas e, sinceramente, não acredito ser necessário se embrutecer para aguentar os rojões que a vida de pessoa pública guarda para cada um de nós. Respeito meus sentimentos e convicções.

Enfrento, sempre, com muita sinceridade, o que tiver que enfrentar. E sigo com a consciência tranquila sabendo que estou sendo verdadeira com a minha essência. Por isso nunca fugi dos confrontos que considero necessários para o amadurecimento da função que desempenho. Me esforço para receber com a mesma tranquilidade elogios e críticas.

O resultado da última eleição para governo e senado já havia nos dado um recado claro, o de que, mesmo movidos por bons propósitos ainda não tínhamos amadurecimento para enxergar nossas deficiências. E que se ousarmos questionar o consenso e a sabedoria popular, creio, só nos afastamos de quem nos deposita confiança.

A nossa Frente Popular, que acolheu tantos que estavam do lado de lá, que confrontavam nosso projeto, também perdeu tantos outros. Por isso, acredito que os que perdemos merecem de nós um tratamento respeitoso.

Digo tudo isso com a tranquilidade de quem é da casa e ajudou a construir, porque, como minha mãe dizia, "só quem pode falar de parente, é outro parente e ninguém mais". Mas deixemos esse debate e as respostas para depois. Até porque o tempo, agora bem mais curto, é de olharmos e reafirmarmos nossas conquistas até aqui alcançadas.

Mas agora a política no Acre nos trouxe um novo momento, uma novidade até: o segundo turno das eleições na nossa Rio Branco. O primeiro no Acre, desde que nós da Frente Popular assumimos o comando da política no estado e na capital. E vejo esse segundo turno como um momento importante para o fortalecimento da democracia. Importante também para realinharmos nossos objetivos com o futuro que queremos construir junto com o povo de Rio Branco.

Acredito que quem está votando na oposição, também ama Rio Branco tanto quanto nós da Frente Popular. Por isso, me somo para cativar estes mesmos que em outros momentos já votaram conosco. Faço isso baseada nos meus valores, na ética e nas minhas convicções.

E é com o sentimento, de não entregar essas conquistas tão caras, que embalaram nossos sonhos e alimentaram nossa coragem de confrontar o que foi necessário em defesa do nosso povo, que me posiciono ao lado do meu partido, o PCdoB, na defesa da Frente Popular do Acre.

Não me junto agora nesse segundo turno para torcer pela derrota do adversário. Me junto para somar forças e ajudar a construir a nossa vitória.

Me somo a Marcos Alexandre e meu querido camarada Marcio Batista, para juntos reconquistarmos corações, embalar os nossos sonhos de continuar acreditando numa Rio Branco melhor com oportunidades para todos.

Por fim transcrevo a frase de uma mulher que ao ser perguntada, no final de uma entrevista, para onde ela iria, respondeu:

- Seguir em frente com firmeza e alegria, mas sem deixar de olhar pra traz, quando for necessário.

Perpétua Almeida (PCdoB) é deputada federal


Meu comentário - Os senadores Anibal Diniz e Jorge Viana não compareceram à solenidade em que a deputada manifestou apoio a Marcus Alexandre nesta segunda-feira. O governador Tião Viana também não. Preterida pela Frente Popular como candidata à prefeitura, a deputada pretendia continuar distante da campanha eleitoral. Porém, o marido dela, o secretário Edvaldo Magalhães, viajou para Brasília na semana passada. Demorou três dias para convencê-la a mudar de posição. Só faltou ela dizer "vamos juntos fazer o novo".


OS TIÃO DO ACRE


Não basta as constantes aparições do governador do Acre, Tião Viana (PT), sempre de mãos ocupadas com produtos de nossa combalida agricultura.

Agora é a vez do tucano Tião Bocalom, candidato à prefeitura de Rio Branco, posar com essa robusta espiga de milho.

De promessas de produção agrícola o povo está cheio, vide o que o governo anuncia e não gera resultados.

Nem mesmo a fome e a miséria da população que vive na periferia de Rio Branco faz com que os super programas anunciados passem do sonho para a realidade, saiam do papel para a vida real.

OS ACREANOS E A PREFEITURA DE RIO BRANCO

Já dizia o saudoso jornalista acreano José Chalub Leite:

- Ninguém vem para o Acre impunemente.

O tucano Tião Bocalom, paranaense, vive há 26 anos no Acre. O petista Marcus Alexandre, paulista, está há menos de 15 anos no Estado.

Como parece não existir gente capacitada do Acre, um dos dois será eleito prefeito de Rio Branco dentro de duas semanas.

Vamos ver qual deles será capaz de prestigiar na sua administração os profissionais locais.


Ou vão manter o fluxo de importação de quadros para gerir o Acre?

Em tempo: a quipe de Bocalom pisou na bola. Perdeu a oportunidade de encerrar o programa sobre a "vaca mecânica" com aquele depoimento de irmã Cláudia, a freira petista:

- Deus é o pai da verdade; o diabo é o pai da mentira.


Do cientista político Nilson Euclides, professor da Universidade Federal do Acre:
 

Entre as coisas mais cínicas que essa campanha já produziu, acredito que o discurso da nova liderança e do novo da Frente Popular do Acre é sem dúvida a campeã.

Ficar bombardeando no radio, na TV e nas redes sociais que a votação alcançada no primeiro turno destas eleições transformou o seu candidato em um novo líder, me desculpe, é uma ofensa à inteligência do eleitor.

Enganar a população simples com promessas e demagogia me parece ser um pré-requisito de toda campanha (do governo e da oposição), mas tentar convencê-la de que Marcus Alexandre é um líder, isso é demais.

Os verdadeiros líderes são forjados na luta partidária, nas ruas, nas comunidades, a ferro e fogo, no interior de uma sociedade injusta e desigual.

Em salas climatizadas, nas reuniões de gabinetes quase sempre frequentados por uma casta ávida de poder e dinheiro, não se forja lideres.

Tendo talento (muito talento) pode se tornar candidato a deputado, senador e até prefeito, mas não um líder.

Quando falamos de uma candidatura construída no interior de uma máquina partidária, que é um amontoado de pseudo comunistas, militantes profissionais e de uma oligarquia de seringal, isso soa como falta de compromisso e respeito com a própria história do povo acreano.

Oligarquias de direita ou esquerda não forjam liderança nenhuma, no máximo produzem homens obedientes aos chefes.

sábado, 13 de outubro de 2012

ARAÇARI

Deitado na rede, na varanda, não posso reclamar da vida



Atualização às 21h55

Do jornalista Antonio Alves, da assessoria de Marina Silva:

- Ei, Altino, levanta da rede porque vou aproveitar a visita desse tucaninho ao teu quintal pra completar uma informação que o colega dele, Bocalom, deu pela metade na televisão. Me contaram que ao ser perguntado se procuraria obter apoio da Marina Silva no segundo turno desta eleição, ele respondeu que já havia falado com o "fiel escudeiro" dela, Antonio Alves (euzinho) e que estava aguardando a resposta. Bem, ele só não disse que o escudeiro já adiantou o resultado da consulta. Falei: Bocalon, eu não sei se a Marina vai declarar apoio a algum candidato, mas, se ela fizer isso, o mais provável é que seja em favor do Marcos Alexandre porque, afinal, ela certamente tem muito mais pontos de concordância com ele e com o partido em que iniciou sua trajetória política. Não chegamos a conversar muito, porque a ligação caiu, mas acho que ele entendeu. E é claro que o Marcos Alexandre também procurou a Marina, mandou cópia de seu programa, etc. e tal. Não posso adivinhar o futuro, mal consigo segurar o escudo, mas acho que a Marina vai agir, no Acre, da mesma forma que em outros estados de país: quando apóia um candidato é de forma discreta, sem marketing, sem "bater" em adversários, conversando sobre "cidades sustentáveis" e outras utopias. Aliás, seria bom se os candidatos também fizessem essa política, de dialogar mais e brigar menos. Seria mais tranquilo, pra qualquer pessoa, optar por um lado sem ser ser virtualmente linchado pelo outro.
 

Não deram recado completo ao Toinho. Durante a entrevista, Tião Bocalom contou que Toinho adiantara a tendência de apoio de Marina Silva a Marcus Alexandre. E acrescentou resignado: "O que posso fazer? Fiz a minha parte" .
 

Toinho acrescenta:

- Peco desculpas ao Bocalom, a quem agradeço pela deferência. Fui mal informado.