Daniel Rodrigues Aurélio
Sociologia, literatura, trabalhos e idiossincrasias de um operário das letras
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Conhecimento Prático Filosofia, edição 39
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Guias da Psicanálise - Freud, volume 2
Esta é a capa da revista Guias da Psicanálise - Freud, volume 2, publicada pela Editora Escala. A edição conta com artigos de Zeferino Rocha, Juan David Nasio e Edward Said (1935-2003), textos gentilmente cedidos por suas respectivas editoras: Loyola, Zahar e Boitempo. A matéria em destaque é assinada pela jornalista Pauline Machado, e fala sobre a história da recepção das ideias freudianas no Brasil. A entrevista deste volume é com o psicanalista Jorge Forbes e foi conduzida pela jornalista Amanda Lourenço.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Uma epígrafe
Em sua belíssima apresentação para a não menos bela edição da UFSC do livro Homo academicus, de Pierre Bourdieu (1930-2002), Ione Ribeiro Valle coloca como epígrafe um trecho de "As janelas", de Charles Baudelaire (1821-1867) que vale a pena reproduzir aqui. Quem lê um poema como "A uma passante" percebe porque Walter Benjamin (1892-1940) observou na obra baudelairiana uma nova forma de perceber e sentir resultante da modernidade. O fragmento abaixo, em especial, parece representar, na forma poética, a ambição maior do projeto sociológico de Bourdieu, que era de desvendar os processos que se ocultam nas relações sociais: os mecanismos de reprodução da dominação, a violência simbólica etc. A autora não poderia ter sido mais feliz em sua escolha. "Quem olha de fora, através de uma janela aberta, não vê jamais tantas coisas quanto quem olha uma janela fechada. Não há objeto mais profundo, mais misterioso, mais fecundo, mais tenebroso, mais deslumbrante do que uma janela iluminada por uma vela. O que se pode ver à luz do sol é sempre menos interessante do que o que se passa atrás de uma vidraça. Nesse buraco negro ou luminoso vive a vida, sonha a vida, sofre a vida".
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Herdeiro
Eu, Daniel I, vulgo El Narigón, sociólogo devoto de São Pierre Bourdieu, corinthiano, maloqueiro e sofredor, fiel consorte da bela e adorável Rainha Isabella, venho por meio desta rede social orgulhosamente anunciar que em fevereiro de 2013 ou ano 1 d. L (ano um depois da Libertadores) desembarcará neste mundo, vasto mundo, o príncipe herdeiro do Reino de Sarkis-Aurélio, cujos domínios territoriais estendem-se do Líbano aos Balcãs, da República de Uberaba ao protetorado de Pirituba.
Que meu menino, fruto do amor, e amado desde sempre, saiba compreender a poesia nas coisas simples; que jamais oprima nem se deixe oprimir; que igualdade e liberdade podem, sim, caminhar juntas.
Que meu menino seja, enfim, feliz, pois a felicidade de um filho nos redime e dá sentido a nossa trajetória.
Que meu menino, fruto do amor, e amado desde sempre, saiba compreender a poesia nas coisas simples; que jamais oprima nem se deixe oprimir; que igualdade e liberdade podem, sim, caminhar juntas.
Que meu menino seja, enfim, feliz, pois a felicidade de um filho nos redime e dá sentido a nossa trajetória.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Novas revistas!
Revista Coleção Guias de Filosofia Karl Marx, volume 3 e Conhecimento Prático Filosofia, número 37. A primeira aborda a questão da política na obra de Marx. A segunda tem como destaques um dossiê sobre Michel Foucault e uma entrevista com o filósofo francês Michel Onfray.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Artesanato
"Love is a losing hand". Quando perdemos um grande amor, ou um simulacro
de amor, o verso cortante de Amy Winehouse (1983-2011) faz sentido: a
sequência composta por encantamento, paixão, reconhecimento, planos, rotina, brigas,
desencanto e rompimento, pela qual inevitavelmente passamos em algum momento da vida, nos leva
a crer que amar, num irônico paradoxo, obedece a uma lógica cartesianamente irrefreável. Apostamos as fichas em uma derrota implacável. E, insistentes nesse pretenso jogo de
azar, depositamos outras fichas em renovadas esperanças.
Já apostei alto e
perdi feio. E toquei em looping no meu ipod mental a canção
de Amy. Tornei-me um cético. Um cético meio romântico, se me permitem a
contradição. Ganhei retuítes e favoritadas com minhas reflexões de um
sentimental em greve. Auto-ironia. Recolhido em meu turbilhão de pânico e
desassossego, sequei o brilho dos olhos em minha trajetória insana de livros,
revistas, títulos acadêmicos. Arrisquei uns rascunhos de paixão, logo
sublimados: aquele medo absurdo de apostar e perder.
Então conheci
Isabella. E a auto-ironia dissolveu-se em singelas palavras de afeto, tal como
as cartas de amor de Fernando Pessoa para Ophélia, e o medo foi destruído por um ato de
heroísmo pessoal: remediar meu corpo, respirar fundo, dizer sim, curtir aquela disritmia adolescente, beijá-la em frente a uma livraria. Isabella
agora é minha Isa, minha linda Isa, a mineira-libanesa-paulistana que gosta de
seriados e rock and roll, a moça cujo olhar-caleidoscópio-microscópio estava pronto para me
enxergar além da superfície do meu corpo trêmulo, meu olhar caído e acanhado.
Isa reuniu meus caquinhos, com cuidado e habilidade de artista, resgatou o Daniel
que ficou congelado, cristalizado, em algum momento da adolescência -
sintomaticamente, uma música do Bon Jovi, "In these arms", tantas
vezes colocada em repeat no meu cd player aos 16, 17 anos, ganhou novo
significado. Pause, play: "My blood my love my life".
Talvez Amor líquido, aquele livro tão citado e pouco lido
de Bauman, explique essa nossa fobia de acreditar: essa nossa tendência de
apaixonar-se ao primeiro clique e desapaixonar-se ao primeiro curto-circuito comunicativo.
Diante do "império do efêmero" - pegando emprestado o termo de Lipovetsky - acreditar e aprender a construir, fazer do amor um artesanato delicado, é a única
transgressão possível. Transgressão, transcendência. Acredito em nosso
artesanato. Em A
evolução criadora, Henri Bergson (1859-1941) escreveu que "se tudo está no tempo, tudo muda interiormente". Amar,
portanto, é ter maturidade o suficiente para entender que aquele beijo na porta
da livraria faz parte da nossa memória. Ele não se repetirá. Devemos, pois, reinventar-nos diariamente como casal, com destemor, em doses medidas de leveza
e gravidade, e saber apreciar as manhãs de pijamas e café com leite,
aparentemente rotineiras, mas que um olhar sensível perceberá as nuances e o milagre que
é, em tempos de culto à excitação, simplesmente silenciar, mãos dadas, literal
ou metaforicamente, e criar um tempo, espaço e linguagem próprios.
O amor não é jogo de azar, tampouco aposta perdida. Amor edifica
nossa identidade. Não é fácil entender, mas sem os antigos desenganos, os
simulacros que ficaram pelo caminho, seria impossível apreciar a benção do
encontro da designer agitada com o sociólogo tímido. Amor é passado, presente e
devir. Memória, cotidiano, sonhos. É acreditar.
E eu acredito em Isa. Eu acredito no artesanato do nosso amor.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Mais revistas!
Duas novas revistas que editei foram para as bancas: a Conhecimento Prático Filosofia edição 36 (Escala Educacional) e a revista especial Karl Marx, volume 2, da coleção Guias de Filosofia (Escala) Na primeira, destaque para a entrevista com Alain de Botton e matéria de capa sobre Immanuel Kant. Na edição dedicada ao autor de O capital foi mobilizada uma tropa de elite do conhecimento: Slavoj Zizek, Miguel Vedda, Osvaldo Coggiola, Lincoln Secco, Valério Arcary, Emerson Sena da Silveira, entre outros.
Compre, se preferir, na Loja Escala
domingo, 6 de maio de 2012
Revista Ciências Sociais, edição n.1
Nas bancas a revista "Ciências Sociais", da coleção Ler & Saber, publicada pela editora Alto Astral, produzida pela Fullcase e editada por este sociólogo-blogueiro. Por se tratar de uma edição experimental, a efetivação da revista está condicionada a um bom desempenho comercial - o que, acreditamos, deve se concretizar, a julgar pela excelente recepção que a revista teve logo nos primeiros dias após o lançamento.
A matéria de capa, sobre Cibercultura, é assinada pelo jornalista Danilo Maeda, que entrevistou especialistas na área, que apontam para novas formas de sociabilidade e organização política advindas desse processo de interação entre sociedade e novas tecnologias. Não deixe de ler também a reportagem de Paula Ignácio sobre um assunto crucial para o futuro do Planeta: o consumo consciente. O entrevistado da edição é o cientista social, jornalista e escritor Jorge Caldeira. Artigos sobre Malinowski e a antropologia funcionalista, Escola de Frankfurt, sistemas e formas de governo e um perfil de Anthony Giddens também valem a leitura.A revista custa apenas R$ 8,95. E cada exemplar vendido nos aproxima do sonho de ter, enfim, uma publicação bimestral de qualidade na área de Ciências Sociais.
sábado, 31 de março de 2012
Conhecimento Prático Filosofia, número 35
Compre na Loja Escala
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