Mostrando postagens com marcador ghost. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ghost. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Migrando para um novo blog

Já faz algum tempo desde que eu comecei este blog pessoal, lá em meados de 2007, quando blogs já eram a maior novidade da Internet há algum tempo. Tudo começou como um projeto pessoal com a finalidade de registrar as coisas que eu aprendia no mundo do software livre e com isso, poder compartilhar essas lições com qualquer um que se interessasse pelos mesmos temas. Parecia algo interessante: eu teria todo o meu aprendizado registrado e acessível de qualquer lugar no mundo e outras pessoas poderiam aprender através dele, da mesma forma como eu muitas vezes estava me aproveitando do aprendizado de terceiros.

Nesse meio tempo, escrevi muitas coisas, algumas deixei negligentemente de publicar no meu blog (e espero conseguir postá-las em algum momento), já outros tantos artigos ficaram apenas na minha cabeça. Contudo houve um longo caminho percorrido e hoje, ao olhar para trás, jamais poderia imaginar todo o caminho trilhado, muito menos chegar até aqui.

Já faz algum tempo que eu ando incomodado com o blogger, principalmente pelo HTML muitas vezes porco que ele gera no editor (como o fato dele até agora utilizar b ao invés de strong para negrito).
Contudo, não dá para negar que há muitas vantagens em se utilizar um serviço como o Blogger, uma vez que não há a necessidade nenhuma de se preocupar com a infraestrutura, atualização de software, espaço de armazenamento, etc.

Por isso mesmo, tenho pensado há algum tempo em ter um blog próprio (primeiramente em WordPress) e adiado o projeto. Contudo, depois de começar a trabalhar como evangelista na Locaweb comecei a achar que já era hora de perder a vergonha na cara e hospedar meu próprio site.
O Wordpress é excelente, entretanto acabei optando por utilizar o Ghost, uma plataforma de blog em NodeJS por 2 motivos:


  1. Acho que uma das coisas mais interessantes que está acontecendo ultimamente no mundo da TI é o universo Node.
  2. Além disso, tenho muita experiência em utilizar o WordPress e achei que fazer uso uma nova plataforma seria uma forma de aprender algo novo dentro desse universo.

O lado ruim disso tudo é que ao tentar migrar o conteúdo do site anterior para a nova plataforma, alguns posts ficaram muito ruins (lembra do HTML porco?). Arrumá-los levaria muito tempo e por isso mesmo resolvi deixar o conteúdo antigo por aqui e passar a postar os novos textos no novo endereço: http://www.kemelzaidan.com.br.

Isso não é algo que me agrade muito, contudo, deixar os posts feios como eles apareciam após a importação era algo que me agradava menos ainda.

Aos poucos vou deixando o novo blog do jeito que eu quero e então, quem sabe um dia, resolvo ir movendo com calma cada um dos posts. Por enquanto eles ficarão por lá mesmo.

Espero que (os poucos) leitores que eu tenho gostem da novidade e deixem seus comentários aqui.

Abraços,

Kemel Zaidan

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Proteja sua senha do Ghost com criptografia


No post anterior, ensinei a instalar o Ghost na nuvem. Hoje abordarei uma configuração importante após finalizar o processo de instalação. Cada vez que você digita sua senha para ter acesso ao painel administrativo de seu blog, o navegador envia essa senha para o seu servidor, para que ele autentique seu acesso ao sistema. Se você não utiliza nenhuma criptografia nesse processo, seu navegador irá enviar a senha em formato texto puro (“plain text”), o que significa que, qualquer um poderá ver sua senha, caso esteja utilizando uma técnica chamada de “sniffing”. Isso é particularmente problemático caso esta pessoa esteja na mesma rede que você, principalmente em locais com acesso wifi público, como cafeterias, lan-houses, etc.

Por isso mesmo, é essencial ativar a criptografia SSL/TLS na tela de login de seu site Ghost, fazendo com que o envio da senha ocorra de forma criptografada. Para isso, você precisará de um certificado SSL. Há diversos fornecedores no mercado e os preços variam bastante. Na prática, todos eles fornecem o mesmo nível de segurança, independente de quem tenha vendido o certificado para você. O maior diferencial se encontra nas classes (1, 2, 3) dos certificados que podem ser adquiridos.

Há também a possibilidade de criar um certificado auto-assinado ou mesmo de adquirí-lo sem nenhum custo em instituições como a CaCert. O único problema é que alguns navegadores não possuem o certificado raiz da CaCert instalado por padrão, o que faz com que o navegador exiba aquela tela de “site inseguro”, ao acessar uma página com “https” com esses certificados. O mesmo acontece com os certificados auto-assinados.

Exemplo de aviso no Chrome
Exemplo de certificado inseguro no Chrome
Exemplo de aviso no Firefox
Exemplo de alerta de certificado no Firefox

No meu caso, optei por utilizar SSL apenas na tela de login, de forma a proteger o envio da senha sem comprometer a carga no servidor. Como não temos o objetivo de utilizar o certificado para checar a autenticidade do site, não haveria problema em utilizar um certificado autoassinado ou emitido pela CaCert. No nosso caso, um certificado classe 1 é mais do que suficiente, e normalmente permite sua utilização nas versões nossodominio.com.br e www.nossodominio.com.br.
Também não abordarei aqui a criação do certificado, mas sua instalação e configuração no Ghost. Mãos há obra!

Instalação do certificado


A está altura você já deve ter 2 arquivos (um do certificado e outro da chave) com diferentes extensões: meusite.crt e meusite.pem. Nomeie os arquivos de forma a identificar para qual site eles pertencem, isso será útil caso você tenha mais de um site instalado no mesmo servidor.

Crie a pasta /etc/nginx/ssl e salve os arquivos nela. Eu costumo utilizar sftp por considerar mais simples e seguro do que um ftp convencional. Depois que os arquivos estiverem salvos nesta pasta, é hora de habilitar o tráfego https no Nginx.

  • Abra o arquivo de configuração com o editor da sua preferência (eu costumo usar o vim, mas você pode usar o nano):
    vim /etc/nginx/sites-available/default
  • Encontre a seção entitulada “HTTPS server” que encontra-se toda comentada.
  • Retire os # do início da linha e edite as configurações de forma que elas fiquem semelhantes ao exemplo abaixo:


server {
    listen 443 ssl;
    server_name SEUDOMINIO.com.br www.SEUDOMINIO.com.br;
    root html;
    index index.html index.htm;

    ssl_certificate /etc/nginx/ssl/SEU_CERTIFICADO.crt;
    ssl_certificate_key /etc/nginx/ssl/SUA_CHAVE.pem;

    ssl_session_timeout 15m;

    ssl_protocols SSLv3 TLSv1.2;
    ssl_ciphers "HIGH:!aNULL:!MD5 or HIGH:!aNULL:!MD5:!3DES";
    ssl_prefer_server_ciphers on;

    location / {
        proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for;
        proxy_set_header Host $http_host;
        proxy_set_header X-Forwarded-Proto $scheme;
        proxy_pass       http://127.0.0.1:2368;
    }
}


Atente à substituição do endereço do seu domínio no campo server_name e no nome dos arquivos .pem e .crt que você salvou no diretório /etc/nginx/ssl. Eu também me limitei a utilizar apenas as versões mais recentes dos protocolos SSL e TLS. Agora basta reiniciar o Nginx:

# sevice nginx restart

Configuração do Ghost


Depois de configurado nosso servidor web, é a vez de dizermos ao Ghost que ele deve utilizar o protocolo https para a tela de login. Fazemos isso editando o arquivo config.js que no nosso caso, encontra-se na pasta /var/www. Par isso basta acrescentar a opção forceAdminSSL: true, dentro da seção production.

Depois de salvar o arquivo, reinicie o Ghost. Ao acessar a URL seudomínio.com.br/ghost você verá que a requisição será redirecionada para o tráfego HTTPS e o navegador normalmente exibirá um cadeado ao lado do endereço. Pronto! Sua tela de login já está bem mais segura do que anteriormente.

Comente clicando!