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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cliente Open Source Nativo para o Rdio serviço de streaming

Música é uma parte essencial na vida de quase todas as pessoas. Muitos serviços de streaming de música chegaram ao país esse ano e resolvi testar o Rdio, pois uma amiga me falou que assinava o serviço e que estava bastante contente com ele.

Pessoalmente, tenho o meu próprio servidor de música, mas o Rdio oferece um período de teste gratuito e fiquei curiosidade para ver como ele funcionava. Aa facilidade de simplesmente ouvir falar de um determinado artista e já ter acesso imediato às musicas deste é algo bem interessante e que faz toda a diferença para alguém que assina um serviço desse tipo.

A interface web é bastante simples e funcional e você se adapta a ela com facilidade, mas logo senti a vontade de poder controlar a reprodução das músicas através de atalhos do teclado e de ter integração com o o menu do sistema.

Me decepcionei ao entrar no site da Rdio e ver que eles oferecem clientes desktop para Mac e Windows e para as principais plataformas móveis, mas não para GNU/Linux (achei que esse tipo de coisa já tinha acabado...). Isso por si só é algo que faria eu não assinar um produto desse tipo: se quem oferece o produto não se importa com aquilo que eu uso, porque eu deveria me importar com ele?

Mas na busca por um cliente "oficial" encontrei um cliente open source nativo que oferecia boa parte das funções que eu desejava: https://github.com/sgringwe/rdio

Cliente Rdio nativo rodando no meu Gnome Shell
Com ele pude ter acesso a atalhos de teclado, mudando as faixas através das setas do teclado e pausar as músicas com a barra de espaço. Outro ponto importante foi a integração com o menu do Gnome Shell, o que tornou muito mais fácil a tarefa de baixar o volume e controlar as músicas mesmo sem estar na área de trabalho onde o aplicativo estava aberto (utilizo uma extensão que provavelmente facilita isso)

O Rdio para Linux é escrito em Vala e além de ter uma interface praticamente idêntica ao cliente "oficial" tem o código fonte disponível, o que me deixa ainda mais a vontade para usá-lo. Parece que isso foi possível pela rica API do serviço, que permitiu que o autor do programa fizesse um cliente desktop totalmente livre para o serviço.

Como utilizei apenas a conta de testes do serviço, não pude testar recursos mais avançados como sincronização local e outras opções que o Rdio oferece, uma vez que esse tipo de conta gratuita não parece contar com essas opções. Entretanto, pelas issues abertas no Github, eu diria que esses recursos mais avançados não foram implementados, de forma que o aplicativo se restringe às tarefas mais triviais.
Rdio integrado ao menu do Gnome Shell

Apesar disso, gostei do que vi e usei. O aplicativo é rápido, fácil, com interface semelhante à nativa e com os recursos que eu desejava.

Para instalar, o programa conta com um PPA disponibilizado pelo do próprio autor para o Ubuntu.  Mas como  este não estava disponível para a versão atual do Ubuntu (13.10 Saucy Salamander), compilei o fonte através do Github seguindo a excelente documentação do desenvolvedor e não tive problema algum.

Resolvi divulgar aqui pois não vi muita coisa reproduzida na net. Se você assina o serviço da Rdio (ou outro) ou já conhecia o programa, não deixe de escrever as suas impressões nos comentários. :-)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ouça suas músicas de qualquer lugar do mundo com Subsonic e Raspberry Pi

Nesse artigo vou documentar como instalar um servidor Subsonic em um  Raspberry Pi para poder fazer o backup de suas músicas e de quebra, poder ouvi-las de qualquer lugar que tenha uma conexão de Intenet, inclusive no seu celular. É como ter seu próprio Last.FM, Pandora ou Spotify.

Muito provavelmente você já ouviu falar do Raspberry Pi, um computador com processador ARM (o mesmo utilizado nos celulares) do tamanho de um cartão de crédito e com baixo consumo de energia. O Raspberry Pi custa apenas 35 dólares e foi criado por uma fundação ligada a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, para incentivar o conhecimento relativo à programação para crianças e jovens. Pela versatilidade e baixo custo, o computadorzinho tem sido utilizado para muitos outros fins além deste.

Já o Subsonic é um software servidor de som e gerenciador de músicas escrito em Java, que por ser software livre (GPL 2), pode ser utilizado livremente. É com ele que iremos acessar as nossas músicas pela Internet. O Subsonic é muito rico em recursos sendo inclusive capaz de realizar transcoding (conversão de formato durante o streaming). Para saber mais, visite o site do projeto.

Conheci o programa quando fui editor da extinta Ubuntu Magazine e tive que instalar o programa para tirar os screenshots em Português, pois o artigo estava originalmente em inglês. Fiquei com muita vontade de ter o aplicativo rodando, mas a necessidade de um servidor físico dificultava um pouco as coisas.

Contudo, com o surgimento do Raspberry Pi, tudo ficou mais fácil e após brincar um pouquinho com ele, instalando o XBMC e um servidor web, resolvi dar uma função definitiva para o computadorzinho como o responsável pelo backup dos meus arquivos e meu servidor de música.

Tela da interface web do Subsonic

Ingredientes


Você vai precisar de:
  • 1 Raspberry Pi completo: com fonte e cartão de memória.
  • 1 HD portátil (opcional)
  • 1 Hub USB com alimentação (opcional)
  • intimidade com o terminal e SSH é altamente recomendável.

Se a sua biblioteca de músicas couber em um cartão SD, muito bom; mas caso necessite ligar um HD portátil, será preciso adquirir um hub USB alimentado, ou seja, com fonte, ou um HD que já inclua cabo de alimentação. Isso porque a alimentação de 5V do Raspberry Pi não dá conta de fornecer energia para um dispositivo como o HD e assim que você conectá-lo a saída USB o sistema será desligado.

RaspberryPi rev. B
Não vou descrever aqui como instalar o sistema operacional no Raspberry, pois há muita documentação sobre isso. Escolhi o Raspbian por estar mais habituado à distribuições Debian e por ser uma ótima escolha para um servidor.

Instalando o Java 8


Na primeira instalação que fiz, instalei o OpenJDK 7 na versão soft-float do Raspbian a partir dos repositórios e tudo funcionou muito bem. O único problema ocorria caso fosse necessário realizar transcoding para o streaming. Nesse momento a música ficava picotada, pois o Raspberry não dava conta de processar tudo ao mesmo tempo.

Isso acontecia porque o Java 7 não oferece suporte ao ABI (application binary interface) do ARMv6 e para instalá-lo era preciso utilizar uma versão do sistema operacional que não fazia uso dos registradores de ponto flutuante, o que diminuia muito o desempenho do sistema. Uma explicação mais detalhada pode ser encontrada na wiki do Raspbian.

Contudo, eu li que a versão 8 do Java oferecia esse suporte e poderia ser instalada em uma versão hard-float do sistema e resolvi instalar tudo de novo. O resultado foi muito bom, pois tanto o consumo de memória, quanto de CPU se reduziram muito, sendo que os problemas durante o transcoding também foram sanados.

 Apesar do OpenJDK ser a implementação Java padrão a partir da versão 7, não consegui achar uma forma de baixar uma versão 8 dele e acabei baixando a versão da Oracle a partir deste link. É preciso baixar em um outro computador e transferir via sftp, por exemplo, pois há a necessidade de aceitar a licença antes.

Uma vez baixado o pacote tar para a versão ARM, faça a instalação descompactando o arquivo baixado com o tar no diretório /opt com o comando:

sudo tar xvfz arquivobaixado.tar.gz -C /opt
 
Em seguida, crie o link simbólico para o diretório descompactado:

sudo update-alternatives --install "/usr/bin/java" "java" "/opt/jdk1.8.0/bin/java" 1
sudo update-alternatives --set java /opt/jdk1.8.0/bin/java

e com o editor de texto da sua preferência, abra o arquivo /etc/environment e crie a seguinte variável de ambiente:

JAVA_HOME="/opt/jdk1.8.0"

e em seu arquivo ~/.bashrc insira:

export PATH=$PATH:$JAVA_HOME/bin

Dê um reboot no seu Raspberry e teste se está tudo funcionando ao digitar

java -version

no terminal. Na sequência iremos instalar o Subsonic

Instalação do Subsonic

Para instalar o Subsonic, basta baixar o pacote para Debian/Ubuntu da seção Download do site do subsonic.org e instalar com

sudo dpkg -i pacote.deb

Por padrão o Subsonic roda como usuário root, porém, por questões de segurança, isso é altamente desaconselhável. Vamos criar um usuário seguro para a execução do aplicativo e adicioná-lo ao grupo audio:

sudo adduser --no-create-home --disabled-password --disabled-login subsonic-user
sudo adduser subsonic-user audio


Agora precisamos atualizar as configurações do programa para utilizar esse usuário.

sudo vi /etc/default/subsonic e mudamos a última linha para:

SUBSONIC_USER=subsonic-user

e reiniciamos o serviço digitando:

sudo /etc/init.d/subsonic restart

Após fazer isso podemos acessar a interface web do aplicativo na porta 4040.

Como você pode ver pelo aviso emitido pelo programa, é altamente recomendável que você troque a senha padrão de admin já no primeiro acesso.

Além disso, eu aconselho que você crie um outro usuário sem poderes administrativos para acessar o programa normalmente, reservando o acesso como admin exclusivamente para fins de manutenção. Neste caso, mesmo que a sua senha seja comprometida, não há a possibilidade de que um eventual invasor possa fazer muitos estragos.

O programa é muito fácil de usar e você pode encontrar mais informações sobre as configurações iniciais na documentação.

Para que o transcoding funcione normalmente, instale o ffmpeg e o lame, pois a versão que vêm embutida no pacote de instalação do Subsonic não é compatível com a arquitetura ARM.

sudo apt-get install ffmpeg lame

sudo ln -fs /usr/bin/ffmpeg /var/subsonic/transcode
sudo ln -fs /usr/bin/lame /var/subsonic/transcode


Acesso móvel


Após a instalação você tem acesso por 30 dias a recursos acesso em dispositivos móveis, compartilhamento em redes sociais, seu próprio endereço DNS como por exemplo seunome.subsonic.org. Depois disso é preciso pagar um plano premium, que é bastante razoável e justo uma vez que oferece muitas vantagens ao mesmo tempo que estimula o desenvolvedor a continuar evoluindo o software.

Para ouvir as suas músicas através do celular basta instalar os aplicativos disponíveis na loja de aplicativos do seu smartphone. Há versões para Android, iPhone e Windows Phone.

 

 

Bônus


Como bônus, há algumas questões importantes que devem ser configuradas de maneira a aumentar a segurança e evitar problemas. Apesar de ser pequeno e possuir pouco poder computacional, o Raspberry Pi estará rodando um serviço que está exposto a toda Internet e caso sua segurança seja comprometida, um eventual invasor terá uma porta de entrada para a sua rede local.

A primeira providência é a configuração das permissões de arquivo das pastas onde estarão as suas músicas.

Certifique-se que o usuário subsonic-user tem acesso a elas, caso contrário não será possível adicioná-las à biblioteca do Subsonic. No meu caso, configurei toda a pasta com a músicas para pertencerem ao usuário pi e ao grupo audio do qual o subsonic-user faz parte.

Para aumentar a segurança da sua instalação, eu sugiro que você configure a montagem de seu HD portátil de forma a impedir a execução de executáveis maliciosos por parte de um eventual invasor. No meu caso acrescentei as seguinte linha ao meu arquivo /etc/fstab:

/dev/sda1       /media/cartola  ext4    defaults,noexec,nosuid,nodev    0       2

Espero que você tenham gostado. Deixe seu comentário abaixo.

No próximo post eu escreverei sobre como configurar um servidor rsync para sincronizar as músicas de seu computador principal com o Raspberry Pi.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Impressões da Fun Station Fnac

Outro dia eu dei uma passada na Fnac da Paulista e me deparei com um novo produto (na verdade um serviço) :-). Eles chamam de Fun Station, o que é na verdade um totem eletrônico com muitas formas de conexão. Ele tem disponível conexões USB 2.0, bluetooth e dock para iPod.

Segundo o vendedor que me atendeu, eles pretendem vender conteúdo digital através do aparelho. Você vai até ele, escolhe o que quer, conecta o seu dispositivo (que pode ser desde um celular até um iPod) e descarrega no dispositivo. O serviço vai funcionar através de cartões pré-pagos. Eles vêm com um código que você digita no momento de pagar e o valor é debitado.

Até pelo menos o dia em que eu fui até lá (cerca de uma semana atrás), o conteúdo pago podia ser visualizado, mas não comprado, pois o sistema de pagamento ainda não estava funcionando.

O único conteúdo disponível era o gratuito. Sim, haverá conteúdo gratuito para ser transferido, porém ele é bem limitado e não muito interessante. Como estava com o meu iPod em mãos, conectei na máquina e baixei um disco do Shaaman e um video clip para testar.

A transferência é bem rápida e o melhor de tudo é que, segundo o que me informaram, os arquivos não terão DRM, ou seja, cada um faz o que quer com os arquivos que baixou, principalmente se você pagou por eles.

Para quem quiser saber mais, parece que a FNAC fez um blog para as maquininhas. Aqui em baixo, uma foto bem aproximada para dar uma noção do brinquedinho.

No geral, achei a proposta bem interessante, pois junta o conceito de loja com o de conteúdo digital. Não tem a facilidade de baixar da internet, porém para quem tem conexão lenta isso é uma desvantagem. Resta saber ao menos se os preços vão ser menores do que o dos discos tradicionais, pois caso não forem, eu preferiria comprar os discos, ripar e transferir eu mesmo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Instale mais visualizações para o Rhythmbox

Uma coisa que eu sempre achei chata é que o Rhythmbox vem com apenas duas visualizações de audio. O Windows Media Player vem com uma cacetada. Resolvi descobrir como instalar mais. Não podia ser mais fácil... Basta instalar o pacote libvisual-0.4-plugins pelo synaptic:

sudo aptitude install libvisual-0.4-plugins ou clique aqui

Com ele, você ganha mais 8 visualizações como esta aqui em baixo:

Não são muitos, mas bem que os programadores de plantão podem se empolgar e fazer mais alguns, não é verdade?

segunda-feira, 10 de março de 2008

Faça o título das músicas que você está ouvindo aparecerem no Pidgin

Sabe aquele plugin do MSN que coloca o título das músicas que você está ouvindo no Windows Media Player nos comentários do seu nick no Messenger. Pois é, tem muita gente que sentia falta disso no Linux, mas agora não é preciso sentir mais, pois com o musictracker, você pode fazer o mesmo. E melhor ainda, sem ficar atado ao WMP, podendo escolher vários dos mais utilizados players para o Linux.

O musictracker funciona com o Amarok, Rhythmbox, Audacious, XMMS, MPC/MPD, Exaile, Banshee, Quod Libet no Linux e com o Winamp, Windows Media Player (9+), iTunes, Foobar2000 (suporte incompleto) no Windows. Já o seu status musical irá aparecer em qualquer protocolo suportado pelo Pidgin que tenha suporte a comentários no nick, como no AIM, Yahoo, MSN, Gtalk (Jabber), etc. Também dá para configurar a forma como a música irá aparecer, se apenas o título, se o título e o artista, o disco, etc.

Ai vão duas fotos para se ter uma idéia:



Infelizmente o musictracker não está no repositório do gutsy (vai estar no do hardy). Por isso mesmo, para aqueles que são mais ansiosos, tratei que criar um pacote .deb no meu repositório pessoal.

Para instalá-lo, a primeira coisa a se fazer é incluir o endereço do repositório no seu sources.list. No terminal, digite:
sudo gedit /etc/apt/sources.list

e inclua o seguinte texto ao final do arquivo:
# repositório PPA Legendário
deb http://ppa.launchpad.net/kemelzaidan/ubuntu gutsy main
deb-src http://ppa.launchpad.net/kemelzaidan/ubuntu gutsy main


A segunda coisa a se fazer é pegar a chave GPG para assinar os pacotes:
gpg --keyserver hkp://subkeys.pgp.net --recv-keys 59F5C31A
gpg --export --armor 59F5C31A | sudo apt-key add -


Em seguida digite:
sudo apt-get update

E em seguida instale o pacote com:
sudo apt-get install musictracker

É isso aí!

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