Entrevista no “20 minutos” da Espanha

Uma entrevista com o jornalista Bernardo Gutiérrez do “Código Abierto” do site espanhol 20 minutos:

“Tal vez estemos viendo el surgimiento de una sociedad comunicacional planetaria y no apenas informativa”. El sociólogo brasileño André Lemos conoció ”las viejas comunidades virtuales en el comienzo de la década de 1990, anónimas, temáticas, abiertas, sin empresas comerciales detrás”. Tal vez por eso en su discurso abundan conceptos como “serendipia”, “empoderamiento ciudadano” o “conversación”. André Lemos, autor del blog Carnet de Notes y director del GPC – Grupo de Pesquisa em Cibercidade de la Universidad Federal de Bahia, recela de las etiquetas que intentan definir el nuevo mundo. No le gustan conceptos como ‘social media’ (“los medios siempre son sociales”) o Revolución 2.0. También prefiere no abusar de conceptos como ‘Ciudades P2P’ o ‘Ciudad Open Source’ (“debemos usarlos sólo para ilustrar pero no para comprender los fenómenos”). André Lemos, fundador del Centro Internacional de Estudos Avançados e Pesquisa em Cibercultura da UFBA, prefiere sugerir una nueva unión de objetos y personas conectados, en la línea de la Teoría del Actor Red de Bruno Latour. André Lemos es uno de los pioneros en la investigación de la denominada Locative media: comunicación multimedia a través de dispositivos móviles y tecnologías GPS, Wi-Fi, GIS, RFID…

El cuestionario fue enviado por correo electrónico. Algunas preguntas no fueron respondidas, porque André Lemos consideró haberlas respondido anteriormente. Mantengo todas las preguntas originales, para enriquecer el contexto. Envié a André Lemos la entrevista antes de publicarla, para incentivar la máxima transparencia y rigor en el proceso.

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Para ler a entrevista na íntegra é só clicar no Código Abierto.


IoT e TAR no SimSocial 2012

Faço a conferência sobre “Internet das Coisas e Teoria Ator-Rede” hoje no SimSocial, as 17:45h. Vou discutir o que muda nos objetos quando esses passam a ter capacidades infocomunicacionais, tendo como exemplo o uso de etiquetas RFID em uniformes de estudantes em uma escola na Bahia.

Para mais informações sobre o SimSocial (que começa agora de manhã), clique na programação.

Resumo da minha conferência:

Este artigo tem como objetivo investigar o campo de desenvolvimento da “Internet das Coisas” (Internet of Things – IOT). A Internet das coisas é, de acordo com CERP 2009 (Cluster of European Research Projects on the Internet of Things), uma infra-estrutura de rede global dinâmica, baseada em protocolos de comunicação onde “coisas” físicas e virtuais têm identidades, atributos físicos e personalidades virtuais, utilizando interfaces inteligentes e integrados às redes telemáticas. As coisas/objetos tornam-se capazes de interagir e de comunicar entre si e com o meio ambiente através do intercâmbio de dados. As coisas reagem de forma autônoma aos eventos do “mundo real / físico” e podem influenciá-los por processos sem intervenção humana direta. O novo campo da IoT reúne questões técnicas e sociais. Durante o ano de 2008, o número de coisas ligadas à Internet excedeu o número de pessoas no planeta. Estima-se que haja mais de seis objetos por pessoa conectados no mundo hoje.

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(Des) território Informacional – “Border Bumping”

Tenho desenvolvido o conceito de território informacional há algum tempo e nesse momento mesmo tento finalizar um livro sobre esse tema (espacialização e mídias de geolocalização). Para mais sobre o assunto ver alguns dos meus artigos aqui, aqui e aqui.

O projeto “Border Bumping” (criado por Julian Oliver) me parece bem interessante para comprovar mais uma vez a existência desses territórios informacionais. Rapidamente, por território informacional entendo camadas de controle informacional (eletrônico-digital) em forte relação com o lugar. Este é fruto não de uma fixação, mas de mobilidade de fluxos territorializantes e desterritorializantes. Um lugar é, seja ele qual for, caracterizado por controle de fronteiras, territórios (culturais, subjetivos, pessoais, legais, geográficos e informacionais). Essa última dimensão, a informacional, tem se tornado muito importante com o desenvolvimento das redes telemáticas e reconfigurado práticas (sociais, culturais, econômicas…) nos espaços urbanos das grandes cidade. Veja recente artigo aqui mostrando como “Space Counts: Why Physical Flows Matter in an Increasingly Virtual World”.

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Agosto

Longo agosto…

Começou com o Simpósio Internacional A Vida Secreta dos Objetos (estamos finalizando a edição dos vídeos e das fotos para ampla divulgação), passando por Salvador no dia 06, depois curso para a Escola Doutoral, Fábrica de Idéias, na UFBa, organizado pelo CEAO (Lívio Sansone) e pelo POSCOM (Edson Dalmonte), reunião no CNPq em Brasília, para avaliação de bolsas especiais e edital Universal (minha última reunião, depois de 3 anos no CA/Comunicação, embora meu mandato só termine em 30 de setembro) e agora, viagem à São Paulo, amanhã, para participar do V Simpósio de Comunicação da FAPCOM. O evento é gratuito. Vejam mais infos no site.
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Vida Secreta dos Objetos – Release

Pensadores de renome mundial desvendam “A Vida Secreta dos Objetos” em Salvador

Grandes nomes no cenário acadêmico mundial se reúnem para o Simpósio Internacional A Vida Secreta dos Objetos: Novos Cenários da Comunicação (Medialidades, Materialidades, Temporalidades), no dia 6 de agosto, no auditório do ICBA. Esta é a terceira etapa do ciclo de debates realizados em várias cidades do país, com o objetivo de colocar em contato convidados internacionais como Bruno Latour, Graham Harman, Richard Grusin e Siegfried Zielinski, com a pesquisa realizada no país por pesquisadores como André Lemos, Vinicius Andrade Pereira, Erick Felinto e Adalberto Müller.

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